25 de dezembro de 2015




DISCLAIMER: A postagem a seguir diz respeito a nossa campanha através de 'Pandemic Legacy' do ponto do vista dos personagens criados para o jogo. Certamente, teremos todos os SPOILERS possíveis do jogo. Sugerimos que você pare por aqui se ainda não jogou (ou é Spoilerfóbico) e que volte quando sua equipe tenha passado pelos meses a seguir. Vamos adiante e que a Força esteja conosco,





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JANEIRO

05/01/2015 – 06:42 – Atlanta – Clínica Geral Lys Dujardin

Assistir amanhecer do alto do Hospital até me faz esquecer as longas horas de trabalho que venho enfrentando nestes últimos dias. Já estou a mais de 24h sem dormir, bem mais se contar as outras noites mal dormidas antes de chegar aos Estados Unidos.
Desde o final do ano que se passou que algo não parece estar certo, pesquisadores ao redor do mundo constataram o aumento relativo de casos de doenças até certo ponto comuns, mesmo entre populações nas quais não se esperava encontrar focos de tais doenças.
Esta foi uma das razões pela qual eu vim até Atlanta, os longos anos de estudos em todos os tipos de Pós-Graduação em doenças infeciosas finalmente estão se pagando. Como parte da comissão organizadora do Congresso Internacional sobre Doenças Infectocontagiosas recebeu bem mais participantes este ano do que nas duas últimas edições, parece que a comoção da comunidade cientifica tem de fato fundamento.
Salas de conferencias cheias, pesquisadores de todos os cantos do globo, até mesmo podemos ver claramente que agentes do governo americano se encontram entre os presentes ao evento. Eu imaginava que a situação não era boa, mas acho que tinha perdido a dimensão do que vem acontecendo até agora.
O ponto é o seguinte, recebemos hoje notícias de um súbito aumento de casos de doenças distintas em pelo menos três lugares do globo – Sydney, Teerã e a Cidade do Hoh Chi Minh receberam um número enorme de pacientes em seus hospitais nos últimos dias. Razão pela qual que membros do governo americano nos contataram ainda ontem, após as apresentações do Congresso.
Eles estão à procura de especialistas para compor uma espécie de equipe de controle de pandemias, isso mesmo, pandemias. Há projeções de especialistas do governo que alertam para a possibilidade de aumento nos casos de quatro doenças ainda não nomeadas, são variações de doenças mais comuns, e são justamente estas variações que as tornam perigosas e imprevisíveis.
Estou cansada, após horas de reuniões e debates, tudo que mais quero agora é dormir. Mas há algo no ar que me incomoda, o nascer do sol, apesar de belo, se assemelha a alguma espécie de mensageiro que não traz boas novas. Deve ser somente o cansaço, só preciso de um ultimo cigarro e algumas horas de sono.

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13/05/2015 – 13:25 – Sydney – Bi Lao Huang

Querida Emily,
As coisas em Sydney estão um caos!! Nunca vi nada assim! Só pude parar agora para te escrever esse e-mail! Como estão as coisas com seus pais? Como estão as coisas em casa? Me dê resposta, por Deus.
Os aeroportos estão lotados! Nunca imaginei ver a cidade assim! Mal consigo digitar ou me concentrar! É como se estivéssemos sendo invadidos por alguma espécie de inimigo, todos querem fugir daqui, mas não há vaga e a desordem está por todos os lugares.
Não sei se chegarei inteiro em casa, estou a praticamente dois dias a espera desse voo que já está atrasado e isso por que tive de cobrar uns favores. Espero poder embarcar! Eu não quero ficar aqui!!
Os noticiários dizem que o mesmo está acontecendo em outros lugares do mundo. Será o fim dos tempos? Já não sei no que acreditar, tudo que quero é chegar em casa...
Vou logo para o portão de embarque! Não posso perder esse voo! Preciso sair daqui! Preciso chegar logo em casa!

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24/01/2015 – 22:45 – Paris – Dra. Thay Silva

Nossos piores medos se confirmaram, a doença que assolava o leste asiático e a Oceania trata-se na verdade de uma mutação que veio a ser classificada como COdA-403, esta mutação esta e mostrando extremamente difícil de tratar e os meios usuais não mais podem ser aplicados. Os noticiários não param de exibir imagens de inúmeras pessoas protestando como podem de modo a forçar os governos locais a agirem de modo mais incisivo no tratamento. A escala destes protestos varia bastante, mas o maior até agora certamente foi o de Sydney onde o numero de mortes e casos de nova infecção foi assombroso, nem os melhores planos do governo local e da própria ONU se mostraram insuficientes para combater a doença e o desespero popular.
Há notícias também inúmeros outros casos em todos os continentes, mas a descoberta da mutação COdA-403 pegou as instituições de saúde desprevenidas posto que as mesmas tinham encaminhados uma grande quantidade de recursos para a resolução da crise, algo que não foi atingido. O número de perdas para a doença e de novos infectados não para de crescer. Por mais incrédula que seja, começo a pensar que a população tenha razão e que estas doenças sejam os quatro cavaleiros do Apocalipse do mundo moderno. Sinto um frio na espinha só de imaginar. 
Inúmeras amostras chegam e saem diariamente do laboratório, amigos e colegas entram e saem de suas salas com o semblante pesado, olheiras enormes e cara de poucos amigos. Tudo está revirado aqui dentro, nem sei mais onde guardo minhas anotações e achei que contar isso aqui onde ninguém vai ler pudesse me ajudar a me acalmar ou mesmo tirar minha mente do trabalho, impossível... Não consigo parar e me sinto mal sempre que tiro algum tempo de descanso.
Passamos os últimos 05 dias sem parar, tive de dormir dentro do próprio laboratório pois a pressão sob nosso grupo era imensa. Minha mente esta exausta, mas a obsessão de minha equipe finalmente apontou a saída desta cova que parecia que iria engolir o mundo.
De longe, este é o pior início ano para a humanidade. Ainda tenho muito o ler e catalogar, mas posso dizer que apesar do péssimo início de 2015, a situação quase 30 dias depois do meu primeiro contato com a equipe parece agora estar estabilizada.
Não sei o que nos aguarda adiante, mas precisamos deixar janeiro de lado e evitar que esta situação se prolongue pelo próximo mês, caso contrário, eu temo pelo futuro da raça humana.

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