16 de dezembro de 2015

que história é essa de que tem que rasgar cartas?! - um preview do 'pandemic legacy' (ou nunca foi tão divertido destruir um jogo!)


Pandemic Legacy [Devir]
Pandemic Legacy, de Rob Daviau e Matt Leacock [2015, 2-4 jogadores, 60 minutos]

noite passada, adentramos a madrugada tentando salvar o mundo com a inauguração do 'pandemic legacy' no nosso grupo. estamos ainda no início da campanha, ganhando mais que perdendo, por enquanto, mas a coisa tá feia e acho que vamos ter muito trabalho pela frente ainda.

essa reimplementação do 'pandemia' (lançado no brasil pela própria devir) usando o "sistema" legacy tem feito muito barulho na cena dos jogos de tabuleiro, chegando a atingir, em pouquíssimo tempo, o segundo lugar no rank do BGG. mas, junto com toda a falação, tem trazido várias dúvidas - e indignações - em relação ao modo como esse sistema "inovador" funciona na prática. como é essa história de que os jogadores rasgam cartas, riscam fichas e colam adesivos no tabuleiro? é verdade que o jogo tem um 'prazo de validade', só podendo ser jogado uma quantidade específica de vezes? e essa coisa de que um jogo modifica o outro, como é? afinal, qual a diferença entre a caixa azul e a vermelha?

as duas caixas do 'pandemic legacy'.
há diferença entre elas?

então, no meio desse hype todo e monte de questionamentos, resolvi compartilhar um pouco da minha experiência e explicar melhor como o jogo funciona, tirando algumas dúvidas e matando um pouco a curiosidade da galera.

é bom acrescentar que só jogamos até o mês fevereiro, restando ainda muita coisa pra ser descoberta. por isso mesmo, algumas informações que vou dar aqui podem acabar se mostrando errôneas no decorrer da campanha.

e fiquem tranquilos, o post NÃO CONTÉM SPOILERS.

'pandemic legacy', como já dito, é um jogo cooperativo que pega o sistema do tão conhecido 'pandemia' e junta a um novo "modo de jogar" (pelo menos no mundo dos jogos de tabuleiro) chamado 'legacy', usado pela primeira vez no jogo 'risk legacy'. vou supor, aqui, que vocês já conhecem o 'pandemia' - se não, procurem conhecê-lo, pois é um ótimo cooperativo, cheio de tensão e reviravoltas, muito leve, agradando grupos de qualquer estilo e idade, mas muito difícil de ser batido.

mas o que é exatamente essa coisa de 'legacy'?

basicamente, são jogos com componentes/cartas que vão te passando instruções, à medida que as partidas se desenvolvem, para você fazer certas coisas em determinados momentos, adicionando regras, características e componentes ao jogo como consequência das coisas que acontecem durante as partidas. muitas dessas coisas constituem-se em: revelar cartas que não poderiam ser lidas até um acontecimento específico, abrir caixas lacradas, incluir novas regras e componentes, colar adesivos no tabuleiro, fazer anotações nas fichas e - temam! - rasgar cartas. esses jogos supõem uma campanha, simulando uma passagem de tempo no seu decorrer, com consequências que repercutirão nas próximas partidas, de modo que culminará numa resolução e essa campanha chegará ao fim. quando terminada a campanha, de forma geral, o jogo ainda "funcionará" como a versão básica dele mesmo (no caso, o 'risk'/'war' ou o 'pandemia'), mas não poderá ser jogado no modo campanha novamente - a não ser que você compre outro.

e como é que funciona o 'pandemic legacy'?

o 'pandemic legacy' já se diferencia dos outros jogos no momento em que você abre a caixa. pode-se dividir seus componentes em dois grupos: o 'conteúdo pandemia' e o 'conteúdo legacy'. o 'conteúdo pandemia' consiste, basicamente, dos mesmos componentes que vêm no 'pandemia' normal: tabuleiro, cubos representando as doenças, cartas de infecção, cartas de jogo e os personagens. o 'conteúdo legacy' é o que traz o diferencial: 08 caixas lacradas (que não devem ser abertas), 05 'dossiês secretos' (com "compartimentos" lacrados que não devem ser violados), um baralho legacy (que não deve ser mexido até que se comece, de fato, a campanha) e uma folha cheia de adesivos (o único componente 'legacy' que não contém spoilers, e por isso mesmo vem "à mostra").

o dossiê secreto com alguns "compartimentos" já abertos.

as caixas lacradas.
já abrimos a primeira!

toda a campanha do 'pandemic legacy' acontece no decorrer de um ano - o pior ano do planeta, pois quatro vírus se espalharam por todo o mundo, se alastrando sem controle. assim como no 'pandemia', cada jogador irá escolher um personagem/profissão e jogará junto com seu grupo para impedir que esses vírus dizimem a raça humana. cada partida representará um mês do ano - se os jogadores conseguirem sair vitoriosos, eles passam para o próximo mês; se não, eles têm a chance de jogar novamente naquele mês (mas se perderem pela segunda vez, passarão para o mês subsequente inevitavelmente).

então já respondemos a primeira grande dúvida: sim, o jogo tem uma "validade". se tudo der certo, seu grupo for muito habilidoso (e sortudo), a campanha durará 12 partidas. caso contrário, vocês jogarão até 24 vezes. ou seja, essa "validade" não é específica, podendo o 'pandemic legacy' ser jogado em algo entre 12 a 24 partidas antes de perder a utilidade (pelo menos como uma campanha).

a primeira partida (ou seja, o primeiro jogo do mês de janeiro), à priori, funcionará do mesmo jeito que uma  partida de 'pandemia'. a preparação do jogo é basicamente a mesma, com a diferença de que - e aqui começa o desapego - os jogadores são instruídos a dar um nome para os personagens que escolheram, anotando nas fichas deles. as condições de fim de jogo são, também, semelhantes ao jogo original: os jogadores perdem de três maneiras - caso ocorram 8 surtos, caso não seja possível comprar cartas de jogo ou caso não haja mais cubos de uma cor para colocar no tabuleiro. a diferença está na condição de vitória, onde, agora, os jogadores devem cumprir uma quantidade específica de objetivos para serem vencedores daquela partida. os objetivos, e a quantidade que deve ser cumprida, são especificados pelo mês em que a partida acontece. nos primeiros meses só é necessário cumprir um objetivo, nos outros esse número vai aumentado para dois ou três (e isso não é um spoiler - essa quantidade está ilustrada no tabuleiro).

então, como eu disse, o início da primeira partida da campanha é basicamente a mesma coisa que uma partida de 'pandemia'. mas, à medida que essa primeira partida vai se desenvolvendo, já começam a aparecer as diferenças.

a primeira grande diferença ocorre quando há um surto/outbreak. a cidade que for vítima de um surto irá ganhar um nível de pânico, que será marcado no tabuleiro, em um campo específico ao lado da cidade, com um adesivo que vem na folha de adesivos. o primeiro nível de pânico não traz nenhuma diferença ao jogo, mas se ocorrer outro surto naquela cidade, você colará outro adesivo em cima do anterior e a coisa começa a ficar feia: uma cidade com nível 2 de pânico não pode ser usada para voos diretos ou fretados nem para se construir centros de pesquisa. além disso, se houver um jogador na cidade que sofreu um surto, aquele jogador irá escolher um dos adesivos de cicatriz disponíveis na folha de adesivos e colar na ficha de seu personagem, propiciando uma desvantagem a ele.

o agente de viagens Bi Lao e sua primeira cicatriz.

aqui já entram as primeiras consequências (e as únicas que posso revelar sem dar spoilers) desse modo legacy: os níveis de surto das cidades e as cicatrizes recebidas pelos personagens são permanentes, ou seja, valerão por todo o resto da campanha. se ocorrer um surto em uma cidade que já tinha nível de pânico 2, ganhado na partida anterior, esse nível subirá para 3. e se você já jogou 'pandemia', sabe que ocorrerão surtos em muitas cidades.

sydney já com nível de pânico 2.

a segunda grande diferença está no baralho legacy. é um baralho que não pode ser olhado nem ter a ordem das suas cartas modificadas. a carta do topo desse baralho vai ter escrito PARE em suas costas (ou seja, a única coisa que você pode ver do baralho antes de iniciar a campanha), com instruções de que ela só pode ser virada quando a primeira partida se iniciar. o baralho legacy funciona justamente dessa maneira: as cartas te dirão em que ocasião podem ser lidas - algo como "vire essa carta antes de início de tal mês" ou "quando ocorrer determinada situação". esse baralho te passará instruções que podem mudar drasticamente o jogo: objetivos que vão sendo revelados, novas regras que passarão a valer, acontecimentos no meio da partida, etc. muitas vezes elas vão te mandar abrir uma das 8 caixas lacradas ou revelar o conteúdo de um dos "compartimentos" do dossiê secreto, adicionando elementos ainda mais relevantes ao jogo.

a primeira carta do baralho legacy.
pode olhar de perto, não há spoiler!

uma dessas instruções pode ser, por exemplo, rasgar uma carta. mas na verdade isso não é tão estranho quanto parece, pois as cartas que devem ser rasgadas (pelo menos até agora) não pertecem ao conteúdo 'pandemia', mas sim ao conteúdo 'legacy' - ou seja, mesmo que não fossem rasgadas, elas não teriam mais utilidade nenhum, pois são cartas que possuem efeitos permanentes que não podem ser mudados no decorrer do jogo. você não estará destruindo nenhum conteúdo de jogo além de cartas com somente algumas coisas escritas que não terão serventia alguma depois de utilizadas, nem como enfeite. é um pouco confuso e estranho, mas acredite, quando você for instruído a isso, entenderá.

a primeira carta rasgada a gente nunca esquece.

sempre que você terminar uma partida, seja ganhando ou perdendo, você receberá algum tipo de evolução pra te ajudar na jornada pra salvar o mundo. essas evoluções virão através dos adesivos da folha de adesivos e podem ser coisas que serão adicionadas ao seu personagem, ao tabuleiro, às doenças (tornando-as mais fracas) ou às cartas de jogo.

e o 'pandemic legacy' é basicamente isso - pelo menos até o mês de fevereiro (e sem entregar spoilers). no fim, você estará jogando várias partidas de 'pandemia', mas que irá ganhando novos componentes e regras à medida que se joga (o que é muito legal, se você gosta do jogo). a grande sacada aqui é o baralho legacy, pois ele deixa aquela tensão para que chegue logo o momento certo de ler a próxima carta e a curiosidade em saber o que irá acontecer. os demais componentes do conteúdo legacy são nada mais que coisas que você vai adicionando ao jogo à medida que o baralho legacy for mandando.

vejo o pessoal comparado muito esse modo legacy com os jogos de RPG, mas a semelhança acaba somente nas evoluções que ocorrem com seu personagem e com o "mundo". não há nenhum elemento narrativo nem nada semelhante, a não ser que os jogadores resolvam criar uma história para os acontecimentos que vão ocorrendo durante o desenvolvimento da campanha - porém essa história não afetará o jogo e as próprias regras não estimulam isso. (mas pode ser uma experiência bem interessante fazer uma espécie de diário da campanha, coisa que discutimos entre nosso grupo e que o colega da confraria, marconi, ficou de fazer e trazer para o blog.)

e depois que acabar a campanha, o que faço com o jogo? bem, aparentemente, dá pra você usar o conteúdo 'pandemia' pra jogar uma partida "normal", mesmo após todas as modificações realizadas durante a campanha (obviamente, você deverá ignorar os adesivos colados nas cartas e no tabuleiro). já cheguei a ler que os tabuleiros possuem conexões entre as cidades ligeiramente diferentes do jogo original, mas não cheguei a compará-los. as cartas de eventos especiais e os personagens são basicamente os mesmos, então creio que podem ser utilizados sem problema. como o jogo tem essa pegada de uma campanha, você provavelmente vai querer jogar sempre com os mesmos jogadores - ou seja, dá pra se organizar com mais três amigos e dividir o preço do jogo, saindo mais barato que muitos jogos que, tenho certeza, você tem e não jogará por mais de 12 vezes em sua vida.

aliás, não há necessidade de se jogar toda a campanha do 'pandemic legacy' com o mesmo grupo sempre. o jogo estimula os jogadores a escolherem personagens diferentes em todas as partidas, principalmente os que ainda não foram escolhidos nos meses anteriores (não posso dizer o porquê pra não entregar spoilers). inclusive, muitas vezes uma mudança de personagem é necessária dependendo da maneira que a campanha se desenvolveu, no sentido de que em certas situações, as habilidades de um personagem é muito mais útil que de outro. ou seja, cabe muito bem um novo jogador entrando com um novo personagem no meio da campanha - basta atualizá-lo sobre os acontecimentos nos meses anteriores.

e respondendo a maior de todas as dúvidas: não, não há diferença alguma entre as caixas azul ou vermelha.

pra finalizar - e não ficar só nas explanações - devo dizer que jogar 'pandemic legacy' é uma experiência única e divertidíssima, cheia de tensão e curiosidade. sempre fui um fã de 'pandemia', então essa reimplementação só fez acrescentar a uma experiência que sempre foi divertida. se você também já gosta do 'pandemia', te garanto que você vai adorar o 'pandemic legacy' e querer jogar uma partida atrás da outra pra saber o que esses quatro vírus vão aprontar no próximo mês.

início da primeira partida: janeiro.
apanhamos feio.

11 comentários:

Jarlécyo disse...

Se eu nunca joguei pandemia antes posso jogar algumas partidas sem o Legacy antes de jogar com o Legacy?

Jarlécyo disse...

Se eu nunca joguei pandemia antes posso jogar algumas partidas sem o Legacy antes de jogar com o Legacy?

Nielison Brito disse...

sim, mas você não deverá utilizar nada do conteúdo legacy. nesse sentido, vão faltar algumas coisas a ser esclarecidas. por exemplo, no 'legacy' a condição de vitória é cumprir um objetivo, que você só vai conhecer quando abrir o baralho legacy. no 'pandemia' normal, você vence quando descobre a cura das quatro doenças. então o ideal é estar com alguém que saiba jogar 'pandemia' ou ter lido as regras deste antes. é bom conhecer o 'pandemia' antes, diria que traz até mais imersão, mas não é um requisito obrigatório de jeito nenhum.

Nielison Brito disse...

se pelo menos uma pessoa do grupo já jogou e conhece as regras do 'pandemia', não há a necessidade dos demais terem jogado antes, desde que essa pessoa leia também as regras do 'pandemic legacy' para não haver confusões de regras. no meu grupo mesmo, duas pessoas nunca haviam jogado o 'pandemia', mas na metade de primeira partida já tinham pegado tudo do jogo.

Anônimo disse...

Eu sinto que o Pandemic Legacy como um RPG digital, onde a trama vai evoluindo e seus personagens vão junto. Nada igual ao RPG de mesa, onde a narrativa é essencial.

E os adesivos são uma espécie de savepoint da partida. Mas tenho que jogá-lo pra entender a sacada da narrativa junto a mecânica evolutiva do jogo em si.

Nielison Brito disse...

ele tem mais as características de um rpg virtual que de mesa mesmo, no sentido de que há uma "evolução" de personagem e de "cenário" dentro de um contexto que não se limita a uma partida. mas, como falei no post, para por aí. não há elementos narrativos (e mesmo que os jogadores incluam, não afetará de maneira alguma o jogo).

procurei até deixar claro que, por mais que estejam comparando com rpg, ele é um board game. um board game puro, e não um 'board game com características de rpg'. essa coisa da "campanha", que está levando à essa comparação, não é no sentido narrativo nem de desenvolvimento de trama/história (o que tem é muito muito superficial). ela é no sentido de mecânica mesmo. a "evolução" do jogo acontece no sistema e nos elementos que o compõe: novas regras, novos componentes, novas opções, etc (e, sendo claro, quase sem usar qualquer elemento que envolva uma trama/história).

eu diria que a experiência de jogar o 'pandemic legacy' seria como jogar um jogo de tabuleiro comum em que você vai adicionando expansões à medida que se joga. à priori, não tem nada a ver com uma experiência de rpg ou algo parecido.

Nielison Brito disse...

como em qualquer outro board game, ele adiciona a essa "evolução" nas mecânicas um tema, claro. cria uma imersividade, mas nada que vá além do que outros jogos de tabuleiro fazem.

Anônimo disse...

Olá, belezinha?
Sei que estou revivendo um tópico antigo, mas é o seguinte:
Joguei o Pandemic e achei o jogo sensacional! Estou querendo comparar o Pandemic Legacy por conta da campanha mas antes estou pensando em meios de "driblar" o fato de que se inicia apenas uma vez, o preço é meio salgado para jogar entre vários grupos de amigos e família.

Pensei em fazer fichas de personagem separadas para acompanhar as originais e alguns tokens para colar os adesivos e coloca-los no tabuleiro, ao invés de colar. As cartas rasgadas apenas separadas e questões da campanha anotadas separadamente. Será que ainda seria possível jogar sem alterações radicais no tabuleiro e cartas?

Sei que a novidade é a parte interessante do jogo, mas se apenas um souber (no caso eu) e ficar quieto para o grupo desenvolver o jogo, ainda teríamos uma experiência legal, mas antes gostaria de saber o quando as modificações REALMENTE influenciam na parte visual e instintiva do jogo e se separar elas seriam uma perda considerável....

Nielison Brito disse...

os posts estão aqui pra isso, serem revividos sempre que couber uma boa conversa! =D

cara, é possível sim jogar a campanha sem destruir/modificar permanentemente o jogo. já discuti isso com várias pessoas, e existem fóruns por aí que propõem maneiras interessantes pra isso. óbvio, vai gerar um trabalho extra e tira um pouco da graça da coisa, mas se você realmente quiser, tem como.

eu, particularmente, jamais faria isso.

se você quer jogar a campanha legacy e no final ter um pandemic normal pra jogar com outras mesas, os adesivos e cartas rasgadas não são problemas: todos os adesivos saem sem problemas do tabuleiro; as cartas rasgadas são somente cartas de instruções que só servem para a campanha (existem exceções, mas aí é só não rasgar); e quase tudo que se risca também só serve para a campanha. então se o objetivo é ter o pandemic normal após a campanha, as modificações não serão um problema. (porém, se você quer repetir a campanha, então de fato você vai ter que estudar/pesquisar um jeito de fazer isso.)

além disso, provavelmente você não vai querer repetir a campanha (pelo menos nem tão cedo). quase todo mundo que conheço, mesmo tendo achado a experiência fantástica (meu caso), não quis nem chegar perto de outro pandemic legacy. é muito longo e você dedica muitas jogatinas ao "mesmo jogo", de modo que depois você quer ver outras coisas. repito: não é porque a experiência seja ruim, mas é que, depois que ela acaba, você sente necessidade de viver outras experiências.

e aí entra a principal questão que muita gente esquece de considerar: a campanha de pandemic legacy dura em média 16 partidas. são 16 partidas de um mesmo jogo que você vai jogar em 3, 4 meses. isso é muuuuuito. eu tenho o pandemic normal há uns 4 anos e nunca o joguei tanto quanto joguei o pandemic legacy. o pessoal é muito apegado aos componentes, e por causa dessa natureza legacy se criou uma ideia de que o jogo é descartável. e é. mas esquecem que, mesmo sendo descartável, ele vai ser mais jogado que qualquer jogo de sua coleção. então vale muito mais a pena uma campanha toda do pandemic legacy que aquele jogo na sua coleção que só foi jogado 2 vezes.

pessoalmente, eu sugiro que você "venda" a ideia do pandemic legacy a mais três amigos seus, e assim vocês dividam o preço do jogo por 4. vai sair muito mais barato e a experiência vai ser completa. se você gostar muito e resolver repetir a dose, encontra outro grupo e faz o mesmo.

abraço!

Anderson Gomes disse...

Gostaria de parabenizar o post. Foi essencial para realmente entender a diferença entre um e outro, desmistificando boatos que o pessoal espalhava. Foi uma das mais completas explicações, sem estragar a diversão de experimentar o jogo.

Valeu mesmo. ;)

Nielison Brito disse...

anderson, a ideia do post é justamente essa! =]

quando comecei a pesquisar sobre o novo sistema legacy, também me parecia estranho e as informações não eram muito claras. entrando no 'pandemic legacy', e vendo que tinha um monte de gente tão confuso quanto eu estava, resolvi escrever esse post pra esclarecer umas coisas e mostrar que é uma experiência que realmente vale a pena.

o blog tá meio parado, mas pretendemos voltar logo logo. qualquer coisa, nos segue no facebook e ludopedia.

abraço!