14 de janeiro de 2016

top 10 novos jogos jogados em 2015: estratégia/tática


2015 foi um ano rico em termos de jogos de tabuleiro, para mim e para o mundo. desde que entrei nesse viciante mundo das jogatinas modernas, 2015 foi o ano em que mais conheci e joguei novos jogos. a cena dos boardgames cresceu bastante ano passado, não só no brasil, como também na cidade em que vivo - campina grande, pb - e meu grupo de jogatinas semanais furou menos que o normal. conheci grandes clássicos, tive oportunidade de jogar alguns lançamentos, fiz o primeiro protótipo de um jogo meu, organizei eventos, enfim, me diverti um bocado às custas desse hobby. nada mais justo do que uma lista do que teve de melhor para mim (e eu adoro listas!).

o ideal é que essa lista fosse de jogos lançados em 2015, mas, apesar de ter tido acesso a alguns lançamentos internacionais, ainda não temos condições de trazer os jogos fresquinhos lá de fora, principalmente com o dólar tão alto e com a atual situação do mercado. então resolvi fazer uma lista dos melhores jogos que joguei pela primeira vez em 2015. ou seja, todos os jogos da lista (das listas, na verdade) foram novidades pra mim, mesmo que pra muitos já estejam bem batidos.

inicialmente, esse post trataria de uma única lista com os melhores de 2015. mas foram tantos e tão diversos jogos que conheci ano passado que resolvi fazer três top 10. no primeiro, listarei os jogos de estratégia/tática mais pesados, do gosto de jogadores que também se divertem com a queimação de neurônios que alguns jogos exigem. depois trarei uma lista com family/party games, jogos mais leves e casuais, que pode ser jogado com pessoas de quase qualquer idade ou com aquele grupo de amigos que gosta de uma cervejinha enquanto joga. e, por fim, uma lista com os jogos lançados no brasil em 2015 e que já cheguei a jogar (nesse caso, não necessariamente que joguei pela primeira vez no ano passado).

então, iniciando essa série de posts, os melhores jogos de estratégia/tática que conheci em 2015. sendo do tipo de jogador que gosta de jogos mais estratégicos e pesados, se eu fosse fazer um único top 10 com todos os novos jogos que joguei, ele seria composto pela grande maioria dos jogos que estão nessa lista. além disso, em 2015 eu peguei muito gosto pelos wargames, então no início pensei em fazer duas listas: um top 5 somente com jogos de estratégia/euro games e outro top 5 com jogos de tática/wargames. mas quando fui contabilizar os jogos que poderiam compor as duas listas, percebi que não joguei novos wargames suficiente para ter seu próprio top, daí resolvi juntar tudo e fazer esse top 10 com os jogos que exigem uma certa espremida cerebral.

essa foi a lista mais difícil de fazer, porque eram muitos jogos maravilhosos pra separar somente dez. ou seja, para mim, todos os jogos dessa lista são muito bons e muito bem feitos. portanto, recomendadíssimos.

(uma última observação: me limitarei a comentar mais sobre o que gosto nos jogos escolhidos, não me atendo muito em explicar como é o jogo em si. então, se ficar curioso sobre algum jogo e quiser mais detalhes ou perguntar algo, não hesite em utilizar o espaço dos comentários. te responderei com muita satisfação, afinal o objetivo aqui é conversar sobre jogos!)

vamos lá:

10. Spyrium, de William Attia
(2013, 2-5 jogadores, 75 minutos)
[link no Ludopedia e BGG]

esse jogo foi uma grande e ótima surpresa pra mim. por muito tempo, eu tive um jogo que não me agradava nem um pouco (o 'seasons', que, aliás, é muito elogiado), mas não conseguia troca-lo de jeito nenhum, até que entrei numa math trade do bgg (um fórum-evento para troca de jogos) e escolhi um monte de jogos como opção de troca com ele, incluindo o 'spyrium', que não me parecia muito legal, mas eu estava desesperado pra me livrar do 'seasons'. quando eu vi que a única troca possível era justamente com esse 'spyrium', fiquei até desanimado. mas paciência... o jogo chegou, li as regras, mas ainda assim não fiquei muito animado. até que consegui colocá-lo na mesa e me surpreendi completamente.

apesar de ter o worker placement (alocação de trabalhadores) como esquema básico, ele usa esse mecanismo de uma forma muito diferente, misturando com algo de leilão e muita interação entre os jogadores, ao mesmo tempo que é muito simples de ser ensinado.

a cada rodada, nove cartas são colocadas na mesa num esquema 3x3 comum a todos os jogadores, que deverão, por turno, alocar seus trabalhadores num espaço entre duas cartas. numa primeira fase os jogadores somente colocam os trabalhadores, sem ganhar nada por isso. na segunda fase, começa-se a retirar os trabalhadores um por um, associando-o com uma das duas cartas que o cerca, de forma que, assim, ele possa: realizar a ação da carta, pegá-la para si, ganhando habilidades, ou ganhar dinheiro (o principal recurso do jogo) de acordo com a quantidade de trabalhadores que foram alocados junta àquela carta. ou seja, um trabalhador alocado fica associado a dois locais, e ainda tendo a opção de ser retirado para simplesmente ganhar dinheiro. quanto mais jogadores escolheram o mesmo espaço que você, mais dinheiro você ganha - em compensação, mais caro se torna usar uma das duas cartas que cercam aquele espaço.
os trabalhadores são alocados entre as cartas.
'spyrium' (que, aliás, é do mesmo designer do 'caylus' - e que também está nessa lista!) não chega a ser uma obra genial, mas é diferente de tudo que já joguei. devido a aleatoriedade com que se coloca as cartas na mesa, possui uma grande rejogabilidade e possibilita diferentes estratégias, ao mesmo tempo que é extremamente importante prever a jogada dos oponentes, visto que muitas vezes ele pode atrapalhar todo o seu plano com uma única jogada. e tudo isso com uma simplicidade admirável.

09. Neuroshima Hex!, de Michal Oracz
(2006, 2-4 jogadores, 30 minutos)
[link no Ludopedia e BGG]

lançado aqui no brasil pela funbox jogos, 'neuroshima hex!' é um jogo de tática pura. cada jogador representa uma dentre várias facções que estão em guerra num mundo pós-apocalíptico. essas facções são compostas de unidades representadas por hexágonos que os jogadores vão comprando aleatoriamente durante o jogo. essas unidades são colocadas num tabuleiro, representando uma espécie de arena, onde o campo de batalha vai sendo formado até que ocorra um combate, momento em que as habilidades das unidades são ativadas e aí a cobra começa a fumar.

a tática consiste justamente na alocação dessas unidades, pois suas funcionalidades vão depender do local e do sentido em que você as coloca em relação às demais unidades inimigas. nesse sentido, 'neuroshima hex!' é praticamente um jogo abstrato em que você vai colocando peças no tabuleiro que, em certo momento, terão efeitos umas sobre as outras. o segredo é encontrar a melhor forma de dispor essas peças no tabuleiro de acordo com o que o seu oponente vai fazendo.

uma coisa muito legal é que as facções são bem diferentes entre si, cada uma com suas próprias unidades e algumas ordens exclusivas, de modo que as estratégias de jogo acabam se diferenciando para cada jogador.
o campo de batalha vai se formando aos poucos.
devido à aleatoriedade na compra das peças, pode parecer que o jogador depende muito da sorte para sair vitorioso. mas, considerando que grande parte do jogo consiste na preparação do campo de batalha, de modo que haverão bastante compras de peças, e que essa aleatoriedade funciona do mesmo jeito para todos os jogadores, é um jogo que necessita de muito raciocínio tático em saber como melhor usar o que tem e, ao mesmo tempo, atrapalhar as jogadas do oponente o máximo possível.

o jogo pode ser jogado por até quatro pessoas, porém, justamente por ter esse caráter abstrato e se tratar de um jogo em que os jogadores se afetam diretamente o tempo todo, 'neuroshima hex!' só funciona realmente bem com dois jogadores. mas, mesmo tendo essa limitação, é um jogo tão bom para duas pessoas que fica entre os melhores de 2015.

08. Impulse, de Carl Chudyk
(2013, 2-6 jogadores, 30-60 minutos)
[link no Ludopedia e BGG]

assim como outros jogos do carl chudyk, 'impulse' é um cardgame em que cada carta possui milhões de utilidades, mas o jogador deve escolher somente uma de suas funções para poder usá-las. essa característica, por si só, já é um grande ponto positivo pra mim, pois adoro a sensação de dúvida que tal escolha proporciona e toda a estratégia envolvida em decidir qual a melhor maneira de usar uma carta.

'impulse' é um jogo de exploração e conquista espacial em que o 'tabuleiro' é formado pelas mesmas cartas usadas pelos jogadores, adicionando mais uma utilidade para elas e trazendo esse quê de épico espacial para um jogo composto somente de cartas.
o universo sendo explorado.
a aleatoriedade na compra das cartas e a grande variedade de opções possíveis fazem com o que o jogo pareça caótico até demais, o que me causou um incômodo inicial. mas depois percebi que a grande sacada do jogo é fazer com que os jogadores encontrem as melhores combinações de ações possíveis no meio de todo o caos que se apresenta. e são tantas cartas com inúmeras possibilidades, na mão e na mesa, que a quantidade dessas combinações acabam também se tornando imensas e a grande estratégia se torna encontrar qual delas vai te trazer o maior número de pontos naquele turno.

é complicado explicar isso sem explicar o jogo. e 'impulse' não é um jogo muito simples de ser explicado, apesar da simplicidade de sua composição. mas tenha em mente que é um jogo de formar combos com o que você tem na mesa e nas mãos. e eu adoro formar combos!

07. Vinhos, de Vital Lacerda
(2010, 2-4 jogadores, 60 a 135 minutos)
[link no Ludopedia e BGG]

sou fã do vital lacerda desde que joguei o 'CO2', um jogo bem diferente dos euro normais, cheio de interação entre personagens, muito "malvado" ao mesmo tempo que tem um quê de cooperativo, bem pesado e com um tema muito forte. fiquei tão cativado que fui atrás dos outros jogos dele e acabei tendo a oportunidade de pegar o 'vinhos'.

'vinhos', comparado ao 'CO2', é um euro mais comum, mas ainda possui uma "personalidade" marcante, com um sistema de seleção de ações bem curioso e que oferece diversas possibilidades ao jogador. é o jogo de estratégia mais pesado que já joguei, com tantos pequenos detalhes e opções de jogadas que pode assustar qualquer jogador, até os mais experientes. mas o impressionante é que todos os detalhes existem para simular algum aspecto relacionado com o tema, de modo que se torna extremamente temático e, consequentemente, intuitivo. considerando que é um euro cheio de regras, 'vinhos' se torna uma obra fantástica.
parte do tabuleiro do 'vinhos' e suas milhares de coisas.
assim como na arte (e em tudo na vida), a simplicidade algo essencial para o bom design de um jogo, mas o 'vinhos', mesmo com todos os seus detalhes, é tão bem feito, temático e instiga um raciocínio estratégico tão desafiador que não tinha como estar entre meus preferidos.

06. Conflict of Heroes: Awakening the Bear!, de Uwe Eickert
(2012, 1-4 jogadores, 120 minutos)
[link no Ludopedia e BGG]

como comentei antes, em 2015 entrei nessa vibe de wargames e comecei a procurar mais sobre jogos desse tipo. porém, apesar do forte crescimento no mercado dos boardgames modernos que o brasil vem passando, ainda temos muito poucos jogos de guerra modernos lançados por aqui. nesse ínterim, coincidentemente, um amigo da cidade resolveu vender o 'conflict of heroes' dele (que eu já tinha bastante curiosidade em jogar) e peguei na hora.

'conflict of heroes: awakening the bear!' foi o primeiro (e único) wargame de simulação de combates históricos, com todo o detalhamento de suas unidades e das ações possíveis, que joguei. e percebi na hora que é um tipo de jogo que me agrada, apesar de não ser um entusiasta da história das guerras e não conhecer nada dos combates que ele simula.

mesmo sendo cheio de detalhes para melhor simular um combate, sua base é muito simples. e, ainda, o jogo é composto de cenários organizados numa ordem em que as "regras extras" e os detalhes vão sendo aprendidos à medida que você passa por eles, tornando a experiência de aprendizado leve e natural, mesmo pra um jogo desse porte. dessa forma, à medida que vai passando pelos cenários, o jogador já possui uma certa familiarização com as regras suficiente para ficar confiante em pensar menos no "o que é que eu posso fazer?! como eu faço isso?!" e se concentrar no jogo em si, podendo colocar logo seu raciocínio tático pra funcionar e entrar de cara naquele universo.

rapidinho o jogador  já se sente no comando de um pelotão de guerra, estudando o terreno e a posição dos inimigos para elaborar manobras e táticas de combate. a imersão desse estilo de jogo é fantástica, trazendo uma tensão muito difícil de se sentir com jogos de outro tipo.
as unidades prontas para o combate!
'conflict of heroes' é um puro wargame de simulação de combate, o que não é do agrado de todos. mas se você acha que é seu estilo, não hesite em experimentar esse jogo!

05. La Granja, de Michael Keller e Andreas Odendahl
(2014, 1-4 jogadores, 90-120 minutos)
[link no Ludopedia e BGG]

inicialmente, eu iria fazer essa lista em dezembro do ano passado, mas pensei que ainda havia tempo de conhecer outros jogos que poderiam estar aqui, então resolvi esperar. e graças à essa espera, o 'la granja' abre o top 5 dessa lista.

outro jogo de estratégia bem pesado e que traz aquele esquema de cartas que possuem diversas utilidades mas que só podem ser utilizadas com uma única função (e que já falei acima que gosto muito). essa ideia dentro de um jogo mais complexo, junto com mecanismos de gerenciamento de recursos e um quê de controle de área, já é um acerto automático para mim.

além disso, o 'la granja' tem um aspecto do 'terra mystica' (provavelmente meu segundo jogo favorito) que é o que mais me atrai nele: todo turno o jogador tem condições de planejar o que pode fazer para ganhar o maior número de pontos possíveis, necessitando, daí, providenciar os recursos necessários para poder realizar o planejado. é quase uma atividade matemática: "qual a melhor coisa a se fazer? isso. o que preciso? de tanto e tanto. como conseguir?" e aí entra todos os cálculos para otimizar seu turno o máximo possível. é o tipo de jogo em que um bom jogador só consegue os recursos que realmente necessita e, ao fim da partida, não possui nada sobrando.
o tabuleiro do jogador.
note que as cartas podem ser usadas de quatro maneiras diferentes,
para cada função que possui, a carta é colocada de um lado do tabuleiro.
'la granja' tinha tudo para estar mais à frente nessa lista, mas infelizmente só o joguei uma vez numa partida de duas pessoas (creio que o jogo funcione ainda melhor com mais jogadores). mas esse potencial está lá, só resta jogá-lo mais.

04. AquaSphere, de Stefan Feld
(2014, 2-4 jogadores, 100 minutos)
[link no Ludopedia e BGG]

considerando meu estilo de jogo, não poderia faltar um feld na lista. e mesmo o 'aquasphere' não sendo um dos melhores dele, entra com facilidade nesse top 10.

'aquasphere' possui muitas características de um típico feld - euro sem muito tema, muitas pecinhas, intuitivo para se aprender, mas muito difícil de se dominar, diversas maneiras de ganhar pontos, etc. mas o jogo possui um aspecto de controle de área que traz uma interação muito legal e que não é comum nos jogos dele (pelo menos nos poucos que já joguei). isso somado ao mecanismo de ações programadas, "obrigando" o jogador a planejar bem o que irá fazer antes de iniciar o turno, rende situações em que o oponente pode atrapalhar os planos do jogador de maneira que ele se vê obrigado a se adaptar a atual situação, tentando, ainda, otimizar seu turno o máximo possível. é aquele tipo de estratégia em que você, mesmo com um mecanismo de ações programadas, tem que se virar com o que vai acontecendo e o que os jogadores vão fazendo durante a partida.
os dois tabuleiros principais do jogo.
é poluído, mas muito mais simples do que parece.
o curioso é que não chega a ser um jogo tão pesado, mesmo com as características mencionadas, de modo que dá pra se jogar o 'aquasphere' sem necessariamente queimar todos os neurônios pra poder ganhar alguns pontinhos, agradando também os fãs de jogos mais leves.

03. Suburbia, de Ted Alspach
(2012, 1-4 jogadores, 90 minutos)
[link no Ludopedia e BGG]

'suburbia' era um dos jogos que eu mais esperava jogar e, quando finalmente o fiz, me conquistou de primeira. é um jogo de "construção de cidades" bem simples, onde os jogadores basicamente vão comprando tiles hexagonais de uma área comum a todos e adicionando aos outros tiles que já possui para melhorar suas características e ganhar mais pontos. esses tiles representam construções da cidade que irão te trazer vantagens e, ao mesmo tempo, interagir com as outras construções, gerando vantagens ainda maiores. ou seja, o objetivo é formar combos com os tiles que você vai comprando. eu já disse que adoro formar combos?

ao mesmo tempo que o 'suburbia' traz esse sistema de comprar as construções que melhor funcionarão com o que você já tem, o jogo possibilita que os oponentes possam identificar quais as melhores construções pra você e evitar que você as pegue, sem necessariamente ter que usá-las como parte da cidade e "atrapalhar" os planos deles. assim, você pode, ao mesmo tempo, atrapalhar a jogado do oponente e ainda fazer algo realmente valioso pra você.
uma cidade em construção.
junto com isso, visto que cada tipo de construção influencia mais numa característica específica, o jogo possibilita diversas estratégias, de modo que a cidade de cada jogador funcionará bem diferente. isso tudo, somado à grande simplicidade do jogo, faz com que 'suburbia' seja um acerto em quase qualquer mesa, seja um grupo mais gamer ou não.

02. Caylus, de William Attia
(2005, 2-5 jogadores, 60-150 minutos)
[link no Ludopedia e BGG]

tive oportunidade de jogar esse clássico de 2005 somente no ano passado. e durante a explicação do jogo já pude perceber por que está na lista dos melhores de muita gente.

'caylus' é um dos primeiros grandes jogos de alocação de trabalhadores, já usando esse mecanismo de uma maneira diferente, pois primeiro os jogadores colocam seus trabalhadores para que depois, numa ordem específica, possam ganhar os benefícios do local, de modo que não importa somente o local que você quer pegar, mas também a sua posição no tabuleiro. considerando que a maioria dos locais disponíveis para a alocação dos trabalhadores serão colocados no tabuleiro pelos próprios jogadores, o nível de estratégia sobe consideravelmente, se tornando um ótimo desafio para a mente de qualquer gamer.

ainda, sempre que o jogador for alocar seu trabalhador, ele precisa pagar por isso, de modo que é necessário gerenciar bem esse recurso para que você não acabe impossibilitado de fazer as ações que quer no seu turno. essa característica pode prejudicar muito um jogador novato e não agradar a todos. mas se alocação de trabalhadores e muita estratégia for a sua praia, 'caylus' com certeza trará muita diversão.
note que os espaços para alocação dos trabalhadores são tiles
que os próprios jogadores vão colocando.
01. Troyes, de Sébastien Dujardin, Xavier Georges e Alain Orban
(2010, 2-4 jogadores, 90 minutos)
[link no Ludopedia e BGG]

apesar de não gostar de jogos muito aleatórios, sou muito muito fã de dados. e 'troyes' é um jogo de estratégia pesada com muitos dados. não tinha como ser erro.

obviamente, para quem não gosta de muita aleatoriedade, um jogo com dados tem que proporcionar um bom controle dos resultados, possibilitando que você possa mitigar a sorte (ou falta dela), usando isso como parte da estratégia que o jogo exige. além dessa mitigação, 'troyes' te oferece a possibilidade de roubar os dados dos oponentes, trazendo um nível de interação muito alto e divertido. sem contar que o jogo possibilita que você use os dados independentemente de seu resultado, de modo que se você não conseguiu aquele número alto e nem tem mais como modificar o resultado, aquele dado ainda poderá ter uma utilidade.

além disso, as cartas que serão usadas para ganhar pontos e dinheiro entram no jogo aleatoriamente, de tal maneira que toda partida funcionará diferente, sendo impossível se chegar a uma estratégia específica que funcione para todas as partidas. essa característica traz um grande rejogabilidade ao 'troyes' e aumenta toda o grau de estratégia necessário para sair vitorioso. junto com sua simplicidade e facilidade em ensiná-lo (já ensinei para um amigo pelo telefone usando somente uma imagem do tabuleiro, e ele aprendeu tranquilamente!), é um dos jogos mais elegantes que conheço.
dados! dados!
gosto tanto do jogo que, até hoje, foi o único que joguei diversas vezes pela internet (no BGA) sem enjoar depois de duas partidas. pelo contrário: já cheguei a jogar 5 vezes seguidas!

rapidinho entrou no meu top 3 de jogos preferidos de todos os tempos.

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