22 de março de 2016

top 10 novos jogos jogados em 2015: family/party games


(depois de férias, organização de evento, um filho e diversas outras coisas, finalmente estou de volta à esta série de listas dos melhores de 2015. já estamos pra entrar no segundo trimestre de 2016 e, por esta razão, pensei até em não mais publicar os outros top 10. mas como as listas já estavam todas prontas, achei que seria um desperdício descartar o trabalho/pesquisa realizado. sendo assim, voltemos!)

continuando com os top 10 de jogos que joguei pela primeira vez em 2015, vamos agora à lista com os family/party games que conheci ano passado.

como eu disse no post anterior, costumo preferir os jogos mais pesados, que exigem um nível de estratégia maior. mas em 2015 conheci muitos jogos mais leves e outros pra serem jogados com aquele grupo que gosta de uma bagunça e uma cervejinha enquanto joga, a maioria tão bons que não poderia deixar de fazer um top 10 somente para eles. então, se esse for seu estilo (como é pra maioria das pessoas que conheço), essa lista vai ser mais interessante pra você.

é bom salientar que, devido às minhas preferências, muitos comentários serão sobre o nível de estratégia ou planejamento que os jogos da lista exigem, mesmo se tratando de um nicho de jogos pouco complexos. portanto, se não é isso que te interessa, ignore esses comentários e tenha em mente que todos os boardgames dessa lista são muito simples, bastante divertidos e podem ser jogados com (quase) qualquer grupo.

como na outra lista, vou me ater mais em comentar sobre os fatores que fizeram o jogo entrar neste top 10, não explicando com detalhes como ele funciona. como sempre, se quiserem mais informações sobre algum jogo, é só comentar que a gente conversa sobre.

mais uma coisa: a maioria dos jogos desse top já foram lançados (ou vão ser) no brasil. então, quando for o caso, vou indicar qual a editora que fez o lançamento, com o respectivo link.

então à lista:

menções honrosas: antes de partir para o top 10 propriamente dito, eu não poderia deixar de citar dois jogos que também curti muito, mas não entraram aqui por falta de espaço mesmo: o Splendor - que com certeza está entre os preferidos de muitos, mas não me cativou tanto assim devido à simplicidade extrema, apesar de ter gostado; e o Warzoo (lançado no brasil pela galápagos jogos) - jogo que me surpreendeu pelas diversas opções de escolhas e alto nível tático exigido, sendo praticamente um jogo abstrato com cartas!

10. Bullfrogs, de Keith Matejka
(2015, 2-4 jogadores, 20-40 minutos)
[link no Ludopedia e BGG]

assim como o 'warzoo' (brevemente comentado acima), o 'bullfrogs' me surpreendeu por ser um jogo muito simples, mas extremamente tático. é, também, um jogo abstrato disfarçado com um tema, onde os jogadores constroem o tabuleiro e disputam pelo controle das áreas e, principalmente, da carta do tronco. esses dois aspectos unidos num mesmo sistema foi o que mais me atraiu nele, podendo levar o jogador a passar um bom tempo pensando em qual a melhor jogada a se fazer, ao mesmo tempo que exige que você preveja as jogadas dos oponentes para que eles não ponham todo seu planejamento a perder.

o 'bullfrogs' só fica à frente do 'warzoo' porque senti que, nele, o controle das suas ações é bem maior, fator que, normalmente, é muito importante em jogos com essa natureza abstrata.
os sapos brigando por uma posição no tronco.
o jogo só não me conquistou completamente porque as cartas são muito semelhantes umas com das outras, deixando as opções um pouco limitadas. imagino que uma expansão com cartas contendo habilidades especiais (quem sabe até tornando os baralhos dos jogadores diferentes) poderia acrescentar muito ao jogo, tornando-o um pouco mais complexo, mas mantendo toda sua natureza tática.

09. Camel Up, de Steffen Bogen
(2014, 2-8 jogadores, 20-30 minutos)
[link no Ludopedia e BGG]

um dos grandes hypes de 2014, chegou a ser trazido pelo brasil pela conclave editora (que cancelou o acordo de distribuição com a editora espanhola ediciones masqueoca), fazendo muito sucesso por aqui também. é um jogo extremamente divertido e quase que completamente aleatório, que mostra que, muitas vezes, o importante não é o resultado da corrida, mas o caminho percorrido. por essas razões, apesar de possuir muitos e elaborados componentes, eu diria que 'camel up' está mais para um party game, pra ser jogado com muita gente e bastante gritaria, do que um jogo família.

'camel up' é um jogo em que você faz apostas em uma corrida de camelos, arriscando quais serão os camelos vencedores e perdedores. acontece que nunca se sabe qual camelo vai andar e quanto ele vai andar, tornando o resultado bem imprevisível. a grande sacada aqui é que os camelos podem subir em cima do outro (caso terminem no mesmo espaço onde já exista outro camelo), rendendo momentos de viradas sensacionais, onde o camelo que estava lá atrás acaba vencendo a corrida. e é aí onde está a grande diversão do jogo.
os camelos pegando carona uns nos outros.
quem será o vencedor?
o jogo pode ser extremamente divertido, mas não está em posição melhor nessa lista porque nem sempre ele funciona 100%. como dito, o ponto alto do jogo está nas reviravoltas inesperadas e sensacionais, porém nem sempre essas reviravoltas irão acontecer e pode acabar que algumas partidas não sejam tão divertidas quanto outras. mas, mesmo assim, dá pra sentir essa tensão de uma virada iminente, fazendo você sentir aquele gosto de quero mais logo após terminar uma partida.

08. Five Tribes, de Bruno Cathala
(2014, 1-4 jogadores, 40-80 minutos)
[link no Ludopedia e BGG]

outro grande sucesso lá fora e que agradou muito aos que conseguiram colocar as mãos nele aqui no país. sua mecânica extremamente simples e uma rejogabilidade impressionantemente alta, exigindo planejamento estratégico e pensamento tático ao mesmo tempo, são com certeza os fatores que tornaram esse jogo tão famoso.

é complicado descrever o jogo sem mostrá-lo, mas, pra quem conhece, imagine um jogo de mancala onde você pode ir soltando as pedras em quatro sentidos diferentes, sendo que as pedras (aqui, meeples) possuem diferentes cores e os espaços possuem diferentes 'habilidades' relacionadas, de modo que você ganhará ações dependendo da cor do último meeple soltado e do espaço em que ele ficou. além disso, tendo em mente que, em cada partida, os espaços dessa "mancala" e os meeples em cada espaço são colocados de maneira aleatória, dá pra entender porque o jogo possui uma rejogabilidade tão alta.

são tantas as opções de jogadas num único turno que se torna praticamente impossível (sem exageros, impossível é a palavra certa) calcular todos os movimentos possíveis e as consequências de cada um. esse fator foi o que me incomodou no jogo, pois me passa essa sensação de falta de controle, visto que não tem como visualizar todas as minhas opções e, então, fica um sentimento de que eu estou fazendo as minhas escolhas sem realmente saber se, de fato, aquela é a melhor jogada. não que isso torne o jogo ruim (afinal, ele tá nessa lista) nem complexo demais, se foi o que pareceu. até porque esse imensa variedade de opções junto a uma mecânica muito muito simples foi o que tornou 'five tribes' tão popular.
são tantos meeples! o que fazer?!
cheguei a ler comentários que o jogo iria ser lançado no brasil, mas dei uma pesquisada na internet e não encontrei nada sobre.

07. Isle of Trains, de Seth Jaffee e Dan Keltner
(2014, 2-4 jogadores, 45 minutos)
[link no Ludopedia e BGG]

imagine um 'race for the galaxy' simplificado, com menos símbolos e menos opções de ações. agora imagine que, no lugar de colonizar planetas, você precisa construir um trem pra entregar diversos materiais em locais específicos. pronto, você imaginou o 'isle of trains'.

então como grande fã do 'race for the galaxy' (lançado no brasil pela galápagos jogos) e de jogos em que uma carta possui diversas utilidades, eu não poderia deixar de gostar dessa versão mais leve. constituído somente por cartas, dá pra levar o 'isle of trains' pra qualquer lugar, ensinar a (quase) qualquer pessoa e jogar uma partida que, apesar de não ser tão rápida, envolve um grau de estratégia misturado com uma simplicidade tão grande que a pessoa nem chega a notar que se passaram 45-60 minutos. o jogo ainda tem um quê de pick-up & deliver (algo como 'pegar e entregar') que também me agrada.

em 'isle of trains', o jogador realiza duas ações utilizando as cartas que tem na mão. as cartas podem ser usadas de três maneiras: baixadas, tornando-se parte do seu trem e, assim, te conferindo habilidades e aumentando sua capacidade de carregar carga; como recursos para pagar as cartas que são baixadas; e como carga, que são colocadas nos vagões do seu trem ou de outros jogadores. uma das coisa interessantes do jogo é justamente quando você coloca carga num vagão do trem do oponente, pois - apesar de ajudá-lo, entregando-o aquela carga - você ganha ações extras (que não ganharia colocando carga no seu próprio trem), aumentando consideravelmente a interatividade entre os jogadores. as cargas, obviamente, serão usadas para fazer as entregas e ganhar pontos.
um trem sendo formado.
em cima do primeiro vagão, uma entrega já feita; nos outros vagões, as cargas.
um jogo fácil, simples e relativamente rápido, mas que pode envolver um alto nível de estratégia.

06. Concept, de Gaëtan Beaujannot e Alain Rivollet
(2013, 4-12 jogadores, 40 minutos)
[link no Ludopedia e BGG]

sempre fui muito fã de jogos como 'imagem e ação', principalmente para se jogar com a família ou aquele grupo em que a maioria não é gamer de maneira alguma. o único problema é que nem todo mundo possui aptidão para desenhar (eu, por exemplo) ou aquela desenvoltura pra fazer mímicas (já vi pessoas tremendo de vergonha quando chega na vez delas), e 'concept' vem justamente para resolver esses problemas.

assim como 'imagem e ação', 'concept' é um jogo em que você pega uma carta, escolhe uma palavra e tenta fazer com que os outros jogadores descubram qual é a palavra. só que no lugar de desenhar, fazer mímicas, rebolar, cantar ou qualquer outra coisa de gênero, você tem que usar símbolos e imagens pré-determinadas para isso. o jogo vem com um tabuleiro que possui imagens, símbolos e formas que, em conjunto, podem ser usados como referência para qualquer coisa. aqui, mais do que habilidade artística, você necessita de criatividade e uma boa dose de raciocínio para fazer as conexões entre essas imagens/símbolos/formas e conseguir expressar a "palavra" escolhida (as aspas porque, assim como em 'imagem e ação', a palavra pode ser o título de alguma obra, uma frase, expressão, etc.). para realizar essas conexões, são utilizados peões e cubos de diversas cores, tornando possível que várias ideias sejam transmitidas ao mesmo tempo, "quebrando" a "palavra" em definições e ajudando os demais a acertarem. por exemplo, no caso da "palavra" escolhida ter sido 'o silêncio dos inocentes', o jogador pode usar as peças/cubos azuis para tentar transmitir características do filme ao mesmo tempo que usa as peças verdes para expressar a palavra 'silêncio' e as vermelhas para a palavra 'inocente'.
o tabuleiro, com suas várias iconografias, e as peças para relacioná-las.
assim como todo jogo nesse estilo, 'concept' dá pra ser jogado com qualquer número de pessoas, dividindo-as em grupos adversários ou de forma cooperativa, com o objetivo de fazer com que todos acertem uma determinada quantidade de "palavras" dentro de um tempo específico para vencerem.

05. Eight-Minute Empire: Legends, de Ryan Laukat
(2013, 2-4 jogadores, 16-32 minutos)
[link no Ludopedia e BGG]

'eight-minute empire: legends' é um pequeno jogo de controle de área com partidas que duram menos de meia hora. cada jogador irá controlar exércitos (representados por cubos) que vão sendo colocados e espalhados no mapa para se obter a dominância dos territórios ali dispostos. quem tiver mais cubo naquele território, o domina. ao final da partida, quem dominar mais territórios é o vencedor. essa é basicamente a sua proposta. porém, a grande sacada do jogo está em seu sistema, na maneira como você coloca e move seus exércitos.

durante o jogo, além do mapa, estarão dispostas para todos os jogadores cartas reveladas de um baralho aleatoriamente misturado (considerando a grande quantidade de cartas, isso já garante uma boa rejogabilidade). toda carta possui duas informações: uma ação e uma habilidade. em seu turno, o jogador deverá comprar uma das cartas reveladas (sendo que as que estão à esquerda são mais baratas que as que estão à direita, em ordem crescente), realizar a ação informada na carta e colocá-la sob sua posse, ganhando a habilidade representada nela.

esse sistema permite que todos os jogadores saibam quais as possíveis jogadas dos oponentes e tenham a oportunidade de atrapalhá-los, trazendo um grande nível de interação (além da interação própria de jogos de controle de área) e raciocínio tático. além de proporcionar a sensação de que seus exércitos vão sempre se tornando maiores e mais poderosos, devido às habilidades que vão sendo conseguidas com as cartas compradas, propiciando aquele sentimento legal de ver seu império crescer.

e tudo isso em um jogo pequeno e de meia hora de duração! ou seja, diversão garantida para qualquer grupo de jogadores.
quatro impérios sendo construídos!
no brasil, foi lançado uma versão anterior pela devir, chamado de 'um império em 8 minutos', ligeiramente diferente e ainda mais simples, envolvendo também mecanismos de set collection, mas com o mesmo sistema. nunca cheguei a jogar, mas, apesar de envolver menos coisas, me parece trazer a mesma sensação que o 'eight-minute empire:legends'.

04. Lobisomem por uma Noite, de Akihisa Okui
(2012, 3-7 jogadores, 10 minutos)
[link no Ludopedia e BGG]

falei bastante sobre o 'lobisomem por uma noite' no primeiro post do blog (e ainda comentei sobre possíveis estratégias num outro post), então se vocês derem uma lida vão entender bem porque gostei tanto do jogo.

assim como qualquer outro jogo de dedução social, 'lobisomem por uma noite' vai depender muito do local e das pessoas com quem você joga. eu tive a sorte de estreá-lo com o grupo certo, entre cervejas e gritarias, rendendo cerca de duas horas de pura diversão (isso pra um jogo com partidas de, aproximadamente, 10 minutos!). talvez, numa outra experiência não tão divertida, esse jogo estivesse em uma posição de menos destaque, mas não foi o caso...

lançado pela funbox jogos a um preço camarada, considerando seu tamanho e o tempo de jogo, não há desculpas para não experimentar o 'lobisomem por uma noite'.

os quatro tipo de cartas do jogo.
03. Istanbul, de Rüdiger Dorn
(2014, 2-5 jogadores, 40-60 minutos)
[link no Ludopedia e BGG]

outro hype de 2014 lá fora, 'istanbul' me agradou - como sempre - pela sua simplicidade aliada a um alto nível de estratégia requerido. possui semelhanças com o 'five tribes', no sentido que aqui você pega todas as suas peças que estiverem num único local e vai soltando-as, uma a uma, à medida que avança pelos espaços do tabuleiro. o último espaço escolhido será o que definirá a ação que você irá realizar.

em 'istanbul' o tabuleiro também é modular, garantindo uma boa rejogabilidade. porém, a quantidade de opções de ações é bem mais reduzida que no 'five tribes' (continuando a comparação), fazendo com que suas decisões sejam muito mais conscientes - e, resumidamente, foi justamente isso que colocou esses dois jogos em posições tão diferentes aqui nessa lista.

o objetivo é coletar gemas, que podem ser obtidas de diversas maneiras, fazendo com que as estratégias usadas sejam sempre diferentes de jogo pra jogo (principalmente considerando-se que o tabuleiro será sempre diferente de um jogo pra outro). quem coletar um número específico dessas gemas primeiro é o vencedor. essa condição de vitória traz um aspecto de race game ("jogo de corrida") que me agrada bastante, pois te leva a pensar ainda mais em qual a melhor jogada a se realizar naquele turno para conseguir as mencionadas gemas com maior rapidez.
setup do 'istanbul' para três jogadores.
li que irá ser lançado no brasil esse ano pela editora grow.

02. 1775: Rebellion, de Beau Beckett e Jeph Stahl
(2013, 2-4 jogadores, 60-120 minutos)
[link no Ludopedia e BGG]

pra essa segunda colocação, eu vou me dar a liberdade de roubar um pouco, visto que o '1775: rebellion' não é exatamente um family game e possui uma duração que pode até desagradar aos que não são gamers. mas o que mais me atraiu nesse jogo foi justamente o fato dele ser um wargame extremamente simples e acessível e de rápida duração (se comparado à maioria dos outros jogos de guerra), de modo que eu até costumo dizer que ele é um family game dos wargames.

como na maioria dos jogos nesse estilo, '1775: rebellion' é um jogo de controle de área em que os jogadores irão batalhar pela conquista de territórios nos EUA durante a guerra da independência. para isso, os jogadores farão uso de cartas que definirão sua movimentação e irão conferir habilidades especiais durante aquele turno. suas regras são extremamente simples (inclusive, até mais simples que alguns dos jogos nessa lista), mas ainda apesentando um sistema de batalhas bem interessante, com a representação de exércitos recuando ou fugindo dos combates.

apesar de poder ser jogado com até quatro pessoas, a disputa se divide somente em dois lados, de modo que, com três ou quatro jogadores, devem ser formado times, trazendo uma sensação bem interessante pra esse tipo de jogo, visto que, além de todo pensamento tático envolvido para derrotar o oponente, o jogo possibilita que você e outra pessoa possam discutir táticas de movimentação e ataque para poder tomar suas decisões.
'1775: rebellion' também possui um dos tabuleiros mais bonitos que já vi.
então se jogos de guerra te agradam, mas você está procurando algo mais simples e curto, não deixe de conferir o '1775: rebellion', pois ele pode ser justamente o que você está querendo!

01. Pandemic Legacy, de Rob Daviau e Matt Leacock
(2015, 2-4 jogadores, 60 minutos)
[link no Ludopedia e BGG]

pra poder entender o porquê do 'pandemic legacy' está em primeiro lugar nessa lista, você deve ter em mente que, muito mais que um bom jogo, ele traz uma experiência única e divertidíssima - e é justamente toda essa experiência (vivida dentro de diversas partidas) que faz esse jogo ser tão fantástico.

 'pandemic legacy' junta o jogo 'pandemia' (lançado no brasil pela devir) com o sistema legacy, que transforma as partidas numa espécie de campanha, em que cada decisão poderá (e provavelmente irá) influenciar no próximo jogo, seguindo uma linha de tempo e uma "narrativa" que culminará num desfecho único. dessa forma, o jogo meio que se torna descartável, visto que quando você termina a campanha (que dura entre 12 a 24 partidas, dependendo do desempenho dos jogadores), não há como "resetá-la", e para passar por aquela experiência de novo, somente comprando outra caixa.

não tem como falar muito sobre o quanto ele é legal sem entregar spoilers. o sistema é basicamente o mesmo do 'pandemia' (do qual eu já gosto bastante), mas aqui elementos (componentes, regras, mecanismos, etc.) vão sendo adicionados ao jogo à medida que as partidas se desenrolam - algumas vezes esses elementos irão de ajudar, outras não. isso tudo, aliado à um certo tipo de desenvolvimento cronológico/narrativo (porém, nada parecido com RPG), traz um envolvimento tão grande que você acaba sendo completamente jogado dentro daquela experiência, cheia de tensão e diversão.
setup antes de iniciarmos a campanha.
hoje, o mapa está cheio de adesivos e os personagens estão todo riscados. =D
provavelmente você ficou confuso com essa ideia - e realmente é um conceito que trouxe muita confusão à cena dos jogos de tabuleiro. por isso mesmo, fiz um post com o intuito de tentar explicar mais ou menos como tudo funciona (e sem spoilers!). se ficou curioso, dá uma conferida.

grande sucesso no mundo todo (essa não é a única lista em que você verá ele como o melhor do ano), a devir não deu bobeira e trouxe rapidamente o jogo para o brasil. então, junte um grupo e não deixe de vivenciar essa experiência (o jogo é caro, mas você verá que dá pra ser dividido entre os que irão jogá-lo). e boa sorte!

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