8 de abril de 2016

top 10 jogos lançados no brasil em 2015



finalmente, a última lista da série de top 10 com os melhores do ano. já estamos em abril, mas não poderia, agora, deixar de comentar sobre os melhores lançamentos de 2015 no brasil.

já é bastante evidente que o cenário dos jogos de tabuleiro modernos tem crescido exponencialmente aqui no país. considerando que é praticamente um nicho novo, é fantástico ver tantos lançamentos e tanto público consumidor num meio em que os produtos são bastante caros (e, ainda por cima, durante uma crise econômica acontecendo).

enquanto torna-se cada vez mais inviável exportar jogos lá de fora (bons tempos em que o dólar era baixo e a alfândega quase nunca taxava...), as editoras, em contrapartida, não param de anunciar lançamentos e novas marcas continuam surgindo corajosamente, trazendo jogos de outros países ou apostando nos cada vez mais crescentes designs nacionais.

clássicos, novidades (em todo o mundo), relançamentos nacionais, micro games, party games, euros pesados, miniaturas, cartas, lançamentos simultâneos... apareceu de tudo por aqui em 2015. infelizmente, minha coleção anda um pouco parada (primeiro, porque já está num tamanho em que decidi começar a aproveitar mais o que tenho, e depois porque estou passando por mudanças que estão exigindo que eu segure meu dinheiro), então comprei pouquíssimos jogos dentre os lançamentos. mas muitos deles eu já havia jogado noutras épocas (as versões importadas), então deu pra fazer uma lista e escolher os 10 melhores jogos lançados por aqui em 2015.

usei, como fonte de informação para saber o que foi lançado no país ano passado, a lista de lançamentos de 2015 do ludopedia. como não deu, obviamente, pra jogar tudo que chegou por aqui, é possível que alguns jogos lançados ano passado estivessem neste top 10 caso eu tivesse tido a oportunidade de experimentá-los. sendo assim, para se ter uma melhor referência, coloquei ao final da lista duas relações: uma com os demais jogos que cheguei a jogar e outra com os que eu gostaria de ter jogado.

como sempre, vou me limitar a comentar somente as razões pela qual o jogo está nessa lista, sem me ater a como ele funciona ou demais detalhes. alguns jogos desse top 10 apareceram em uma das duas listas anteriores (aqui e aqui), então falarei ainda menos sobre eles. se quiserem saber melhor sobre algum jogo ou alguma opinião, não deixem de perguntar nos comentários.

à lista:

10. Lobisomem por uma Noite, de Akihisa Okui
(2012, 3-7 jogadores, 10 minutos)
[link BGG e Ludopedia]

único party game da lista, eu não poderia deixar de fora este micro jogo que me rendeu uma noite de muita risada e gritaria. meu primeiro post no blog foi justamente sobre ele (e aí você vai entender melhor por que ele está aqui) e o coloquei em 4º lugar na lista de party/family games dentre os jogos que joguei pela primeira vez em 2015.

foi lançado pela funbox jogos.





09. Star Wars: X-Wing Miniatures Game, de Steven Kimball, James Kniffen, Corey Konieczka, Jason Little, Brady Sadler e Adam Sadler
(2012, 2-4 jogadores, 30-45 minutos)
[link BGG e Ludopedia]

nunca fui muito fã de miniaturas, mas a experiência que esse jogo traz é tão interessante e diferente (pelo menos da maioria dos outros jogos) que ele acabou me conquistando rapidamente (sem contar que, devo admitir, as naves estão fantásticas!). em 'x-wing', os jogadores controlam um frota formada pelas naves do universo de 'star wars' e devem, todo turno, escolher as manobras de cada nave, realizando sua movimentação com "réguas" específicas para aquela manobra. o jogo não exige tabuleiro, mas apenas uma área que irá representar o espaço do universo em que a guerra acontece.

o planejamento tático envolvido está muito ligado à percepção espacial, simulando muito bem uma "guerra" entre as naves dos jogadores e trazendo uma imersão única. no jogo, além das naves, você escolhe os seus pilotos, que vão indicar, dentre outras coisas, as habilidades especiais dela. e já nesse esquema de construção da sua frota inicial o jogo demonstra o quanto é divertido.

o planejamento das manobras de suas naves exige que você antecipe as escolhas de seus oponentes (os dois jogadores escolhem simultaneamente e em segredo as manobras de cada nave, revelando-as ao mesmo tempo), tornando um verdadeiro desafio conseguir fazer o que você realmente queria fazer. é aquele tipo de jogo que o amigo te ensina e você pensa "ah, só isso? tranquilo demais.", mas depois vê que a coisa é muito mais complexa do que parece e você fica puto porque não consegue parar de jogar sua aeronave contra aquele asteroide nojento.
a millennium falcon no meio da guerra! =D
resumindo, é um jogo bem imersivo, transmitindo muito bem o tema através da mecânica, e que te faz pensar de um jeito diferente do que a maioria dos jogos exigem.

a quantidade de expansões que o 'x-wing' tem (e seus preços) pode inicialmente assustar, mas não é o tipo de jogo que exige que você saia comprando tudo que é lançado, então dá pra pegar somente o que parecer mais legal e jogar.

lançado pela galápagos jogos.

08. Cyclades, de Bruno Cathala e Ludovic Maublanc
(2009, 2-5 jogadores, 60-90 minutos)
[link BGG e Ludopedia]

já um clássico, 'cyclades' se passa na antiga grécia, numa briga pela conquista das ilhas gregas e pelos favores dos deuses. cada deus está relacionado a uma ação específica, de modo que os jogadores irão, antes de realizar as ações, passar por uma fase em que leiloarão os espaços desses deuses.

o jogo mistura muito bem aspectos de wargames/controle de área e de euros mais típicos, sendo este fato o que mais me agrada nele. lembro que, na primeira vez que fui jogá-lo, entendi que os combates fossem o forte do jogo e acabei me dando mal, pois ele exige muito mais planejamento e gerenciamento do seu dinheiro (o recurso com que você concorre nos leilões) que qualquer outra coisa - e por esta razão, minha primeira impressão não foi boa, mas depois que entendi melhor como o 'cyclades' funciona, passei a gostar mais do jogo.
da lado esquerdo a área dos deuses, do outro, o campo de batalha.
muito bonito, simples e bastante interativo, é um jogo fácil de agradar.

recomendo, também, a expansão 'hades' (também lançado pela galápagos), que deixa o jogo mais equilibrado e muito mais interessante.

lançado pela galápagos jogos.

07. Kemet, de Jacques Bariot e Guillaume Montiage
(2012, 2-5 jogadores, 90-120 minutos)
[link BGG e Ludopedia]

já 'kemet' se passa no egito antigo e também é um jogo que alia muito bem os aspectos de wargames com jogos estilo euro (sendo que, aqui, a mecânica predominantemente utilizada é o bom e velho worker placement), porém bem mais voltado para o controle de área e batalhas.

cada turno, o jogador seleciona quais ações irá realizar através de, como dito, alocação de "trabalhadores". dentre outras coisas, essas ações servirão para movimentar seus exércitos ou permitir que você compre tiles que te garantirão habilidades especiais ou poderosas criaturas para você juntar às suas unidades. são muitos tiles, propiciando uma boa rejogabilidade e variabilidade entre os jogadores, além de trazer aquela sensação de que seu exército está crescendo e se tornando cada vez mais poderoso - o que é uma dos melhores aspectos do jogo.
aqui sim, é guerra de verdade!
outra boa sacada é que o jogo permite que alguns pontos de vitórias sejam roubados do oponente (vence no jogo quem conseguir uma determinada quantidade de pontos de vitória) através de situações específicas, trazendo muita tensão e obrigando os jogadores a caírem em cima um dos outros.

se o seu negócio é batalha, 'kemet' é obrigatório na sua coleção.

trazido pela galápagos jogos.

06. Neuroshima Hex!, de Michal Oracz
(2006, 2-4 jogadores, 30 minutos)
[link BGG e Ludopedia]

um abstrato extremamento tático, com um tema colado que traz um toque a mais ao jogo. falei melhor dele na primeira lista da série.

lançado pela funbox jogos.








05. The Gallerist, de Vital Lacerda
(2015, 1-4 jogadores, 120 minutos)
[link BGG e Ludopedia]

um dos grandes méritos (e a marca) do vital lacerda é conseguir fazer jogos extremamente pesados ('vinhos', que aparentemente também será trazido pela fire on board jogos, é provavelmente o jogo mais pesado que já joguei) com uma temática muito forte. o 'the gallerist' não foge a essa regra, com seus inúmeros componentes e detalhes trazendo muito bem o tema de galeristas que estão descobrindo artistas, comprando suas obras e as revendendo para, no final, vencer o mais rico deles.

este talvez seja seu jogo mais "simples", visto que, em seu turno, o jogador somente escolhe uma dentre quatro locais de ações disponíveis (num esquema worker placement), sendo que cada local tem duas ações para que seja escolhida somente uma delas. o que traz "peso" ao jogo são seus inúmeros detalhes e procedimentos, que com certeza irá assustar muitos durante a explicação de regras. mas cada detalhe (e essa é a grande sacada do vital lacerda) só existe para cobrir algum aspecto específico do tema, de modo que, quando você pega o jeito, a coisa toda fica muito intuitiva e o jogo flui tranquilamente.

outro ponto positivo do 'the gallerist' é que ele tem um certo aspecto tático (garantindo interatividade), pois durante o seu turno você pode acabar propiciando uma ação extra para algum dos seus oponentes, o que, nesse tipo de jogo, pode trazer muita vantagem a ele, então muitas vezes você vai se pegar na dúvida entre fazer o que vai te trazer mais pontos (mas irá ajudar o adversário) ou o que não será tão vantajoso assim (mas não ajuda ninguém). cada vez que eu jogo o 'the gallerist' percebo que o mais importante não é construir uma estratégia pré-determinada (como em muitos euro), mas tentar otimizar o seu turno levando em consideração as consequências que sua ações pode trazer para os demais jogadores.
a coisa toda parece bem poluída, mas é mais simples do que aparenta.
o jogo não entrou na lista dos melhores que joguei em 2015 porque só cheguei a inaugurá-lo este ano. tivesse jogado antes, com certeza estaria lá.

lançado pela fire on board jogos.

04. Small World, de Philippe Keyaerts
(2009, 2-5 jogadores, 40-80 minutos)
[link BGG e Ludopedia]

'small world' é um puro jogo de controle de área, quase um wargame, mas muito leve e divertido, fácil de agradar qualquer um. no início do jogo, a pessoa irá escolher uma raça que estará combinada aleatoriamente com uma habilidade, pegando uma quantidade de fichas, indicada nessa combinação, que irá representar seu exército. todo turno você irá colocar essas fichas no tabuleiro, conquistando territórios ou roubando-os dos oponentes. ao fim de todo turno, você conta o número de territórios sob seu domínio e ganha essa quantidade de pontos. depois de um certo número de rodadas, quem tiver mais pontos, ganha.

ou seja, o negócio aqui é se espalhar.

o interessante é que chega um momento que não dá mais pra continuar se expandindo com sua raça (ou não é mais vantajoso), daí você terá que gastar um turno inteiro pra pegar uma outra raça (com uma outra habilidade associada). e talvez seja justamente nesse ponto que o jogo exige uma maior planejamento tático, pois é crucial calcular o momento certo para se desistir de continuar com sua atual raça e pegar uma nova. além, obviamente, da decisão de qual nova raça pegar, visto que elas, em conjunto com as habilidades, possuem vantagens bem diferentes umas das outras.
duas raças combinadas com habilidades aleatórias.
o que é mais legal, gigantes saqueadores ou magos das colinas?
essa combinação aleatória entre raças e habilidades é o que garante uma grande rejogabilidade ao 'small world', de modo que toda partida irá exigir um planejamento diferente de acordo com as combinações disponíveis.

como dito, é um jogo extremamente simples, mas que traz esse clima de guerra, num sistema bem interessante e quase que sem aleatoriedade.

lançado pela galápagos jogos.

03. Pandemia/Pandemic Legacy, de Matt Leacock/Rob Daviau e Matt Leacock
(2008/2015, 2-4 jogadores, 30-90 minutos)

é meio covardia colocar dois jogos juntos iniciando o top 3, mas, além do fato de serem jogos que utilizam exatamente o mesmo sistema, se eu os colocasse separados, um ficaria em 3º e o outro em 4º. então por que não junta-los e abrir vaga pra mais um jogo?

eu costumo dizer que o 'pandemia' foi a compra mais acertada da minha coleção. não porque esteja entre os meus jogos preferidos de todos os tempos, mas porque é, obviamente, um bom jogo e, acima de tudo, funciona com (quase) qualquer grupo em (quase) qualquer situação. por ser um cooperativo, fica muito fácil ensinar até aos mais novos (ou aos mais devagar), passando para todos aquela sensação de que estão realmente fazendo algo no jogo.

em 'pandemia', quatro doenças estão se alastrando pelo mundo e os jogadores são personagens que irão tentar controlar essas doenças ao mesmo tempo em que buscam suas curas. o sentimento que o jogo passa é outro grande atrativo, pois toda partida começa bem tranquila, as doenças bem controladas (todo novato comenta logo nas primeiras rodadas "ah, a gente vai ganhar fácil!"), mas o sistema do jogo é feito de maneira que as doenças não param de aparecer e se espalhar, e aos poucos vai crescendo aquela sensação de que a coisa toda tá fugindo do controle e todo mundo tá ferrado. como todo bom cooperativo, 'pandemia' é bem difícil, mas toda vitória traz aquele bom sentimento de que o dever foi cumprido e que o grupo todo contribuiu pra isso.
a galera tentando controlar a doença vermelha (vírus zumbi?).
o 'pandemic legacy' é exatamente o mesmo esquema, só que inserido numa espécie de campanha que se passará durante um ano (no tempo do jogo, claro). toda partida representará um mês desse ano e o sistema é feito de uma maneira que as consequências dessa partida irão afetar a próxima, passando essa ideia de continuidade, como se realmente uma "história" estivesse sendo contada. (pra entender melhor o jogo, dá uma lida nesse post aqui!)
uma das consquências do legacy: cartas rasgadas.
essa combinação entre o 'pandemia' e esse sistema legacy cria uma experiência única e divertidíssima, motivo pela qual o 'pandemic legacy' aparece em primeiro em muitas listas do melhor de 2015 (inclusive na minha outra lista).

ambos os jogos foram trazidos pela devir.

02. Puerto Rico, de Andreas Seyfarth
(2002, 205 jogadores, 90-150 minutos)
[link BGG e Ludopedia]

'puerto rico' já é um grande clássico e figura entre os melhores jogos pra muita gente, sendo um dos primeiros euros mais pesados a se popularizar nos eua. não que o jogo seja muito complexo - possui regras até simples e normalmente agrada quem não costuma jogar - mas possui menos aleatoriedade e exige um nível maior de estratégia que 'catan' ou 'carcassonne', por exemplo.

no jogo, cada jogador é proprietário de terras onde vai produzir certo recursos (milho, café, açúcar, etc.) para vender e exportar, ganhando dinheiro (para comprar construções que te trarão vantagens/habilidades) ou, diretamente, pontos de vitória. para realização das ações, 'puerto rico' usa o role selection (foi um dos primeiros a explorar esse mecanismo da maneira como foi implementado em 'citadels') em que, em seu turno, o jogador seleciona uma das diversas funções, que te dará uma ação específica, de modo que todos os jogadores irão realizar aquela mesma ação naquele turno (sendo que o jogador que fez a seleção ganha uma vantagem extra naquela ação). esse mecanismo, por si só, garante uma boa interatividade e exige um certo grau de planejamento para saber qual a melhor ação pra você e que, ao mesmo tempo, irá trazer menos vantagens para os oponentes.
o tabuleiro individual do jogador, com suas plantações e construções.
'puerto rico' é um jogo simples, fácil de agradar, mas que ao mesmo tempo irá satisfazer os jogadores fãs de jogos mais pesados.

foi lançado pela grow.

01. Keyflower, de Richard Breese e Sebastian Bleasdale
(2012. 2-6 jogadores, 90-120 minutos)
[link BGG e Ludopedia]

em primeiro lugar, um dos meus jogos favoritos de todos os tempos. em 'keyflower', cada jogador quer expandir sua fazenda através de construções representadas por tiles que são comprados durante a partida. o jogo combina os mecanismos de alocação de trabalhadores (worker placement) e leilão de uma maneira diferente de tudo que já joguei.

'keyflower' se passa durante um ano através das quatro estações, de modo que em cada estação do ano alguns tiles de construções serão disponibilizados aos jogadores, que irão tentar adquiri-los através de uma espécie de leilão, usando seus trabalhadores como moeda de compra. acontece que os trabalhadores possuem diversas cores, de modo que, uma vez que você dê um "lance" num tile, seus oponentes só poderão aumentar esse "lance" usando trabalhadores da mesma cor. esse fator, consequentemente, é muito importante no planejamento a ser feito para se conseguir os tiles desejados.

além disso, cada tile desse está associado a uma ação específica, que pode ser obtida com a alocação dos mesmos trabalhadores que você usa nos leilões (como em qualquer worker placement). ou seja, em 'keyflower', os trabalhadores possuem duas funções, aumentando o nível de planejamento estratégico que o jogo exige.

ao final de cada estação, é contabilizado o resultado dos leilões e aí que cada jogador pega o tile no qual teve o maior arremate e junta à sua fazenda (num esquema parecido com 'carcassonne'). o interessante é que, apesar do tile está sob sua posse, a ação associada a ele pode ser usado pelos oponentes, porém, os trabalhadores que ele ali colocar para ganhar a ação passam a ser seus. isso cria um grau de interatividade fantástico para jogos desse tipo, e é um dos aspectos que mais me atraem em 'keyflower'.
note os tiles em leilão no centro, com os trabalhadores usados para arremate ao redor.
apesar de, basicamente, os jogadores possuírem apenas duas opções de ações por turno (colocar um trabalhador em um tile para o leilão ou para ganhar a ação associada), são tantos os tiles disponíveis (os seus, os do oponentes e os que estão em leilão) que um jogador iniciante certamente se sentirá perdido e, possivelmente, frustrado com a sensação de não saber o que fazer. é o tipo de jogo que vale uma segunda partida pra você ter uma opinião formada sobre ele. se você gosta de euros pesados, com uma boa interatividade e que exige queimação de neurônios, o 'keyflower' é recomendadíssimo.

ele foi trazido pro brasil através de uma parceria entre a conclave e a editora espanhola ediciones masqueoca, mas infelizmente o acordo foi cancelado e o jogo só pode ser encontrado nos leilões da vida ou importando-o.

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demais lançamentos que joguei e não entraram na lista: quartz; agricola; say bye to the villains; stone age; warzoo; xcom: the board game; ascension; ticket to ride: europe; splendor; alchemists; bullfrogs; mice and mystics.

lançamentos de 2015 que eu gostaria de ter jogado: quissama; ave caesar; mexica; dungeon fighter; jester; adventure time card wars; caçadores da galáxia; flash point: fire rescue; supernova: um novo êxodo; gunrunners; aquarium; incan gold; smash up.

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