28 de setembro de 2016

Le Havre - Meu porto seguro!


ACORDANDO JOGOS: LE HAVRE


Salomão sugeriu, e foi dito e feito!

Quem resistirá a uma partida do aclamado boardgame de Uwe Rosenberg - Le Havre!?

De cara ele não é um jogo simplista, tampouco de sorte! Envolve muitas, escolhas difíceis, tomada de decisão bem calculadas e um planejamento para um futuro próximo bem feito!

No Le Havre, representamos os grandes empresários, da magnífica cidade Francesa de Le Havre, dona do segundo maior porto do país. Nele, temos companhias de barcos, que coletam 8 tipos de recursos básicos (tokens), e que são convertidos em recursos mais valiosos por meio das diversas estruturas (cartas), que serão construídas ou compradas. O dinheiro é o Franco, e o jogador que o possuir mais, no final do jogo, é o vencedor.

O jogo é essencialmente um movimento de barco, com worker placement e compras de cartas com ativação delas.

Cada jogador começa a partida com 5 Francos (dinheiro) e 1 CARVÃO (jogo básico, pois tem uma versão curta do jogo que altera algumas regras iniciais). Alem de 1 disco de madeira (seu único trabalhador), 1 único barco e 1 carta resumo/armazém de comida.


Há dois tipos de cartas de Construções: as PADRÕES e as ESPECIAIS. Alem de três cartas iniciais (de tarja verde) e com o nome "START", que já começam construídas no Centro da Cidade.

As cartas de construção Padrão são divididas aleatoriamente em 3 decks, e cada deck será colocado em ordem crescente (a menor no topo, e vai crescendo), de face para cima. E cada pilha tem suas cartas levemente deslizadas, para se poder ver a faixa de baixo de cada carta (ficando visível o resumo da carta). Já as cartas Especiais ficarão num único deck, todas de face para baixo.

O fantástico do jogo é o sinergismo das cartas, seu significado e como seus poderes/transformações são lógicos e temáticos. Um exemplo disso é que precisamos construir o ABATEDOURO (carta) que vai nos possibilitar transformar nossas VACAS em BIFES, e em PELE. Em seguida teremos que construir um CURTUME, para converter a PELE em COURO. E por fim, poderemos construir a INDÚSTRIA DE COURO, que nos faz vender 3 COUROS por 16 Francos.

Outra construção especial é a IGREJA: ela converte 5 pães e 2 peixes, em 10 pães e 5 peixes! É o milagre da multiplicação Bíblica!


O TURNO

Como se procede o turno do jogador? É muito simples:

o jogador pega seu barco, e o movimenta para o próximo círculo vazio, da esquerda para direita, entrando no Porto. Em cada círculo desse é mostrado 2 recursos diferentes, que são colocados nos armazéns localizado num dos lados do cais.


agora o jogador tem 2 escolhas:

a) ou recolhe toda uma pilha de um único espaço (um único tipo de recurso) de qualquer armazém da parte inferior do cais e guarda em sua posse.

b) ou aloca seu único trabalhador em qualquer carta disponível —  que já foi comprada/construída pelos jogadores (sim, você pode usar também as construções dos outros jogadores, normalmente pagando uma taxa a ele), ou as cartas disponíveis no Centro da Cidade.

Além dessas duas ações, que tem que ser feita pelo menos uma delas, antes ou depois o jogador tem as ações livres que são: comprar e vender as construções.

Comprar as que estão construídas no Centro da Cidade, ou os barcos. Construir as que estão nas três fileiras de cartas (as do topo).

Vender as suas próprias construções, sempre pela metade do preço que vale. As construções vendidas voltam para o Centro da Cidade, e ficam a disposição de todos, tanto para serem compradas novamente, como para serem ativadas.


E cada jogador vai movendo seu barco, e fazendo sua ação, até o último disco do porto ser atingido e o jogador da vez terminar suas ações. Nesta hora, todos olham para uma pilha de cartas que controlam as rodadas.

Nesta carta, ela diz:

a) se vai ter a COLHEITA ou não. Se tiver, quem tiver pelo menos 2 VACAS, recebe mais uma, e quem tiver pelo menos 1 TRIGO, recebe 1.

b) quanto de COMIDA vai ter que pagar. Tem várias formas de se ter comida:

i) se você tiver alguns recursos com o símbolo de comida (uma panela preta). Exemplo: peixe, peixe defumado, carne, pão.

ii) se você tiver construído barco: cada tipo de barco que você constrói te traz automaticamente na hora de alimentar, uma quantidade fixa de comida. Exemplo: um barco de madeira te traz 4 de comida (existe um marcador para te lembrar disso, que é um disco numerado que você coloca na sua carta de Buttery - Armazém).

iii) pode gastar Franco (dinheiro) no lugar de comida. O inverso não pode ser feito.

iv) Caso não tenha como alimentar é obrigado a pegar empréstimo (carta): cada carta de empréstimo te dá 4 Francos. Com isso você terá que ficar pagando uma taxa toda rodada, e a qualquer hora do jogo você pode liquidar esse empréstimo pagando 5 Francos, mas se deixar terminar o jogo, vai ter que desembolsar 7 Francos.

c) Se carta ESPECIAL ou COMUM irão ficar ativas. Aparece o símbolo de uma delas, indicando qual será disponível a partir de agora. Se for comum, escolhe entre as cartas do topo de cada uma das 3 pilhas, a que tiver o menor número (pequeno número do lado superior direito), será construída no Centro da Cidade; se for uma construção ESPECIAL (simbolizada por uma âncora), a do topo é virada de face para cima e construída no Centro da Cidade.

Essas cartas agora, não mais poderão ser CONSTRUÍDAS, mas sim, COMPRADAS, além de poderem ser ativadas.

Por fim, essa carta de rodada é virada de face para baixo, e se transforma num barco, que vai para um local apropriado no tabuleiro e fica disponível para quem puder construí-lo (um belo exemplo de multifuncionalidade de uma carta).

No deck de rodadas, a próxima carta visível, já indica quem será o próximo jogador a jogar, e quanto de comida será pedido no fim da rodada. E aí recomeça tudo de novo, até uma quantidade X de rodadas, dependendo do número de jogadores e da versão (curta ou normal).

FIM DO JOGO

Quando a última carta de rodada aparecer, ela indicará a ultima rodada e, ao seu final, cada jogador poderá ativar pela última vez uma construção qualquer (mesmo que ela já esteja ocupada por outro disco).

Em seguida, todos os jogadores somarão todos os valores das suas construções, de seu dinheiro e de algumas construções que bonificam no fim do jogo com mais dinheiro. O jogador mais rico, vence. Empates compartilham a vitória.

NOTA FINAL


Jogar Le Havre é padecer no mundo das possibilidade. É sofrer pela analise e tentativa de se obter X, Y carta, e poder construí-la ou compra-la antes do adversário. É um jogo que precisa de seu tempo e umas partidas para você ficar mais confortável nesse mar de opções. Mas que é altamente gratificante e instigante!

Parabéns Uwe! Uma de suas masterpiece!

Nota: 9.5.

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