9 de maio de 2017

Os melhores de 2016


olá!

depois de bastante tempo desaparecidos (as coisas da vida: final/início de ano +  férias + retorno cheio de coisas pra resolver + bebê de 1 ano), estamos de volta abrindo 2017 com uma das coisas que mais gosto de fazer: listas. apesar de já estarmos em maio e todas as listas possíveis com os melhores/piores de 2016 já circularem toda a internet, eu não poderia deixar de fazer esse breve retrospecto do ano em que mais joguei e conheci coisas novas desde que entrei nesse hobby (sem contar que as listas já estavam prontas há muito tempo, só aguardando um tempinho livre pra poder aparecer no blog). porém, já que mais de 1/3 do ano se passou, vou fazer um esquema diferente do que fiz ano passado: colocarei numa mesma postagem todas as categorias, mas de um modo mais compacto.

no início de 2016 fizemos três top 10 (veja aqui, aqui e aqui), considerando os jogos lançados no brasil e os que joguei pela primeira vez no ano anterior. dessa vez vou diminuir a quantidade de jogos em cada lista de 10 para 5 (3 para os lançamentos no país, seguindo o mesmo esquema do prêmio ludopedia, do qual participei como jurado), com comentários mais enxutos, focando mais na lista em si do que em falar sobre cada jogo (depois digam nos comentários como vocês preferem). como sempre, caso queiram algum esclarecimento ou comentário adicional sobre algum dos jogos listados, deixa um comentário que a gente troca aquela ideia.

vamos lá:

TOP 5 - NOVOS JOGOS JOGADOS (FAMILY/PARTY GAMES)

como já disse nas listas do ano passado (e em diversos textos que escrevi pro blog), minha preferência para jogos são os mais pesados, principalmente euros e wargames. gosto de queimar neurônios... mas sempre tem um jogo mais família que acaba me agradando, principalmente os (semi)cooperativos ou os que possuem alguma mecânica diferente e que traga uma interação legal. sem contar que adoro jogar tomando uma cervejinha com os amigos, então muitos party games acabam facilmente caindo no meu gosto. por isso mesmo, prefiro juntar esses dois estilos e fazer uma categoria com jogos mais simples.

esse ano conheci muita coisa legal com essa pegada mais leve, e dessa vez ficou bem mais difícil escolher os melhores do ano. mas antes do top 5 de fato, seguem alguns jogos que poderia estar aqui tranquilamente: CV, dobble, karuba, abyss, mission: red planet, loony quest.


05. Broom Service, de Andreas Pelikan e Alexander Pfister
(2015, 2-5 jogadores, 30-75 minutos)
[link BGG e Ludopedia]

como comentado acima, esse jogo me cativou justamente por ter uma interatividade bem interessante, que exige boas tomadas de decisões para que seus planos não caiam por água abaixo, mas sendo leve e bastante divertido. estratégia simples, mas um planejamento de ações e muita possibilidade de você atrapalhar uns aos outros. cheguei a jogar uma única vez, mas me deixou bem interessado.

04. Flick 'em Up!, de Gaëtan Beaujannot e Jean Yves Monpertuis
(2015, 2-10 jogadores, 30 minutos)
[link BGG e Ludopedia]

foi o primeiro jogo que comprei pensando no meu filho (e ele não tinha nem 1 ano na época). acabou que rendeu muita diversão e risada. pra mim, funcionou muito bem tanto para ser jogado em 2 pessoas (num esquema bem PvP) quanto para levar para uma festinha e jogar com a galera. o setup é um pouco longo e, dependendo da situação, pode ter muitos detalhes para o que o jogo propõe, mas como a ideia é se divertir, dá pra ignorar muita coisa das regras, montar um cenário aleatório e partir logo pro peteleco!

03. The Grizzled, de Fabien Riffaud e Juan Rodriguez
(2015, 2-5 jogadores, 30 minutos)
[link BGG e Ludopedia]

como todo bom cooperativo, um jogo muito difícil, mas simples e rápido o suficiente para que você queira jogar de novo e de novo (e perder de novo e de novo). sem contar que é daqueles cooperativos em que é crucial que o grupo trabalhe em conjunto, trazendo muito bem o tema (1ª guerra mundial) ao jogo. não entendo por que ainda não foi trazido ao brasil...

02. Dead of Winter: A Crossroads Game, de Jonathan Gilmore e Isaac Vega
(2014, 2-5 jogadores, 45-210 minutos)
[link BGG e Ludopedia]

outro cooperativo, mas dessa vez com a possibilidade de existir um traidor no grupo. um jogo que carrega muito bem o seu tema e traz uma divertida sensação de paranoia, com seu sistema de objetivos individuais que faz com que qualquer um possa se comportar como o traidor. é mais longo do que deveria ser e possibilita bastante downtime, mas sendo algo mais leve e, ao mesmo tempo, bastante imersivo, não chega a tornar o jogo ruim. muito pelo contrário... apresentei recentemente a um grupo de não-jogadores e, mesmo depois de uma partida com 2h, todos queriam jogar de novo.

01. Codenomes, de Vlaada Chvátil
(2015, 2-8 jogadores, 15 minutos)
[link BGG e Ludopedia]


o party game perfeito: cabe bastante jogadores (ele limita em 8, mas dá pra ser jogado com mais que isso tranquilamente), jogado em times, pouquíssimos componentes e regras extremamente simples. é daquele tipo de jogo que um jogador pode sair ou outra pessoa pode entrar no meio da partida que não fará diferença nenhuma. faz sucesso em qualquer tipo de encontro/festa, tendo álcool ou não, com crianças ou pessoas mais velhas. enfim, diversão garantida e mereceu todo o hype que teve.

TOP 5 - NOVOS JOGOS JOGADOS (ESTRATÉGIA/TÁTICA)

pra quem gosta de um euro mais estratégico, não podemos reclamar do que está saindo no país. são muitos jogos legais, grande parte deles eu nunca tinha jogado, então teve muita coisa que merecia estar em qualquer top 5. como não cabe todos, seguem alguns que ficaram de fora por pouco: pixel tactics, the gallerist, the castles of burgundy: the card game, le havre, concordia, imperial settlers, orléans.


05. The Lord of the Rings: The Card Game, de Nate French
(2011, 1-4 jogadores, 60 minutos)
[link BGG e Ludopedia]

alguns jogos citados acima são melhores que esse, mas eu não poderia deixar de incluir o jogo que, em menos de 2 meses, se tornou o mais jogado de minha coleção. comprei originalmente para jogar solo, mas o tema e a estrutura do jogo pede ao menos um parceiro. foi então que eu e o alisson começamos nossa jornada pela terra média (e ainda estamos tentando capturar gollum). acho impressionante como, mesmo sendo bem mecânico, o jogo consegue capturar o tema, criando certos mecanismos dentro do sistema que captura exatamente a sensação e o contexto que algumas cartas querem trazer. sem contar que exige constantemente a construção de decks (matando minha saudade de fazer decks em 'magic'), visto que toda missão exige uma estratégia diferente. pena que foi descontinuado no brasil...

04. Village, de Inka Brand e Markus Brand
(2011, 2-4 jogadores, 60-90 minutos)
[link BGG e Ludopedia]

provavelmente o jogo que passou mais tempo na minha wishlist. quando soube do seu lançamento por aqui, eu sabia que era compra certa (mesmo estando num período de comprar bem pouca coisa). e, apesar de ser mais leve do que eu imaginava, não decepcionou de jeito nenhum. um típico euro que é diferente de tudo que já joguei e que parece um worker placement, mas não é. possui uma "contagem" de tempo bem interessante, exigindo o sacrifício dos próprios trabalhadores (que na verdade funcionam mais como uma espécie de recurso) e diferentes estratégias para seguir. é leve o suficiente para apresentar a quase qualquer grupo, mas com profundidade o suficiente para agradar qualquer heavy gamer.

03. As Viagens de Marco Polo, de Simone Luciani e Daniele Tascini
(2015, 2-4 jogadores, 40-100 minutos)
[link BGG e Ludopedia]

essa foi a grande surpresa do ano. um jogo do qual eu não esperava nada, mas que já me cativou de cara, com suas inúmeras pecinhas de madeira. talvez o melhor dice placement que já joguei, principalmente por envolver uma questão espacial (a parte das viagens), fazendo com que o "quando" e "onde" sejam bastante importantes. o fato de que algumas cidades também te dão opções de ações extras é bem interessante, pois te faz ter que ir atrás de certos lugares para que sua estratégia seja efetiva. e o melhor de tudo: cada jogador começa com um personagem que possui habilidades próprias e que são muito poderosas dentro do sistema do jogo, fazendo com que as estratégias e maneiras de jogar se diferenciem de um modo bem interessante. jogão!

02. Inhabit the Earth, de Richard Breese
(2015, 2-4 jogadores, 60-90 minutos)
[link BGG e Ludopedia]

antes desse, eu só havia jogado um único jogo do richard breese, mas já era fã dele. foi justamente seu jogo mais famoso, o 'keyflower', que me encantou com o uso de mecanismos básicos (worker placement e leilão), mas unidos de uma forma inovadora e muito inteligente. logo se tornou um de meus preferidos. 'inhabit the earth', apesar de não possuir mecânicas tão básicas, segue o mesmo esquema de jogo com regras simples, mas muito profundo e estratégico. pode trazer um certo AP, mas como envolve muitas escolhas, seu cérebro vai tá trabalhando todo tempo. além de ser um jogo de formar combos (que eu adoro!). isso, aliado ao fato de ter um quê de jogo de corrida (mas no fundo é um jogo de pontos), exige que você otimize essa formação de combos o mais rápido e eficientemente possível. definitivamente, não é um jogo pra todos, mas se você gostar de jogos que queime seus neurônios todo o tempo, não deixa de conhecê-lo. (ah, e ignorem a capa dele, por favor!)

01. Mombasa, de Alexander Pfister
(2015, 2-4 jogadores, 75-250 minutos)
[link BGG e Ludopedia]


outra surpresa. não que eu esperasse pouco dele, mas nunca imaginei que fosse se tornar um dos melhores jogos que já joguei na vida. e o melhor: já saiu por aqui! com um quê de jogo econômico (mais pra mercado de ações) e controle de área, possui uma enorme interatividade, trazendo a esse típico euro estratégico um nível tático bem elevado. isso somado a um sistema de seleção de ações que exige um forte planejamento futuro e é diferente de tudo que já vi, tornando o jogo profundo o suficiente pra deixar qualquer heavy gamer com um sorrisão no rosto. mas, ao mesmo tempo, é elegantemente simples e divertido, agradando também aos jogadores mais casuais. sempre gostei de jogos mais pesados, mas admito que são poucos que podem conter uma profundidade tão grande e ser acessível ao mesmo tempo. devido a esse apelo e seu inteligente sistema, tenho certeza que se tornará um grande clássico no futuro. (uma observaçãozinha: considerando o divertido 'broom service' (que tá na outra lista), o interessante 'isle of skye' e o elogiadíssimo 'great western trail', me parece que o alexander pfister tem tudo pra ser um dos grandes designers da nova geração, com jogos elegantes, interessantes e diferentes o suficiente pra me deixar de olho em tudo que ele venha a lançar.)

TOP 3 - LANÇAMENTOS (DESIGNER NACIONAL)

tenho pouquíssima bagagem com jogos nacionais e essa lista está aqui principalmente porque esses jogos foram as minhas escolhas para a mesma categoria no prêmio ludopedia. não por preconceito aos jogos brasileiros (apesar de, admito, existir algum - mas que está fundamentado), mas porque tenho pouco acesso a eles. atualmente, tenho comprado poucos jogos e as jogatinas estão bem esparsas, de maneira que muitos outros jogos acabam ganhando uma certa prioridade em relação aos lançamentos brasileiros (além do fato de que raramente alguém do nosso grupo adquire os designers nacionais). eu até queria poder conhecer mais jogos daqui, e fui atrás de jogar o máximo deles quando recebi o convite para o prêmio, mas o tempo e a disponibilidade não ajudaram. enfim...

é uma lista meio roubada porque, além dos três que serão citados, só joguei mais um único jogo nacional lançado em 2016: 'deterrence 2X62' (que, aliás, me decepcionou). daí, fico sem parâmetro pra fazer uma votação justa. mas era o que eu tinha no momento, então paciência... tive muito interesse em conhecer o 'sheriff of nottingham' e 'blacksmith brothers', mas não consegui joga-los ainda.


03. Rock'n Roll Manager, de Leandro Pires
(2016, 2-5, 90 minutos)
[link BGG e Ludopedia]

o 'rock'n roll manager' é um worker placemente básico, bem feito, bem amarrado e bem tematizado. impossível, assim, dizer que não é um bom jogo. seu problema, pra mim, é que ele é básico demais, sem nenhum diferencial, nem interessante o suficiente pra me atrair. hoje, procuro jogos que sejam diferentes ou inovadores e dificilmente o "lugar comum" apela para meu gosto (sendo esse um dos motivos pelo qual eu tenho um certo preconceito contra o que se produz aqui, pois quase tudo me parece mais do mesmo). por isso não tenho como tecer muitos elogios a ele, mas seria injusto dizer que é um jogo ruim. muito pelo contrário: se você ainda não tem um worker placement básico na sua coleção e está atrás de algo acessível, para agradar qualquer um, mas com complexidade suficiente para não deixar um jogador experiente entediado, juntando a um tema divertido e bem aproveitado, 'rock'n roll manager' não fica atrás de nenhum jogo na mesma pegada que tenha sido lançado pelo mundo afora.

02. Space Cantina, de Fel Barros e Warny Marçano
(2016, 1-4 jogadores, 60-90 minutos)
[link BGG e Ludopedia]

para ser sincero, pelo meu gosto, prefiro o jogo anterior a este, pois o 'space cantina' possui um nível de dependência da sorte alto o suficiente pra me incomodar. mas não o suficiente para torna-lo um jogo caótico, pois sua aleatoriedade traz um mínimo de controle necessário para funcionar em um euro leve, temático e divertido. somando esta ressalva ao fato de que - esse sim - é bem diferente dos demais jogos que circulam por aí (incluindo o que nos chega de fora), tenho que reconhecer que possui um design superior e mais interessante. no geral, não gosto de euros leves e, como já dito, com uma certa dependência de sorte, mas se eu tivesse procurando algo assim para minha coleção, 'space cantina' seria uma de minhas primeiras opções.

01. Chaparral, de Marcos Macri
(2016, 2-4 jogadores, de 45-90 minutos)
[link BGG e Ludopedia]


o primeiro jogo do macri que joguei é justamente o último que ele lançou. não é considerado um de seus melhores, mas é bem elogiado. e, de fato, já deu pra notar que o designer (ao menos para euros mais pesados) possui criatividade e experiência suficiente para criar um jogo bem interessante, mesmo que esteja longe de ser uma obra prima. não tem aquele diferencial que me atrai, sendo também um worker placement mais básico, mas possui uma engrenagem com uma certa complexidade e que, ao mesmo tempo, se encaixa de maneira não tão óbvia, exigindo aquele quê de otimização necessário para qualquer bom euro estratégico. o sistema de condição de vitória, através de diversos objetivos abertos, chamou minha atenção (apesar de concordar com um comentário que li dizendo que cada jogador deveria ter, ao menos, um objetivo exclusivo e secreto). essa variedade de objetivos me trouxe a impressão de que o jogo possibilitava diversos caminhos para a vitória, mas na metade da partida, quando eu comecei a entender a engrenagem e começar a traçar um caminho para uma possível vitória, percebi que é mais um daqueles euros em que você tem que fazer de tudo um pouco (e que, por isso, costumo dizer que não são jogos de estratégia, de fato, mas sim de otimização) - o que não é necessariamente uma coisa ruim, mas me deu uma desempolgada. não é um jogo que eu precise ter na minha coleção, mas o único dos três que me deixou com vontade de levar à mesa de novo. (e com certeza o mais pesado dessa lista, fazendo com que ele caia no meu gosto com mais facilidade.)

TOP 3 - LANÇAMENTOS NO BRASIL

considerando que dois dos lançamentos no brasil em 2016 estão entre meus jogos favoritos, a disputa aqui seria pra decidir quem seria o terceiro lugar. mas até isso foi óbvio pra mim: o já elogiado 'mombasa'. mas então lembrei que o jogo não estava na lista de lançamentos no país disponibilizada pela galera do prêmio ludopedia, foi quando vi que ele só foi lançado por aqui esse ano. a segunda opção para a 3ª posição também era meio óbvia, então essa acabou sendo a lista mais fácil de fazer. esses são, de longe, meus três jogos preferidos dentre os lançado no país. mas parando pra analisar, se essa lista aumentasse para os 5 melhores, a disputa começaria a ficar acirrada e qualquer um desses poderia ter ocupado a 4ª ou 5ª posição: village, codenomes, dead of winter, imperial settlers, isle of skye, istanbul, merchants & marauders, robinson crusoe.


03. As Viagens de Marco Polo, de Simone Luciani e Daniele Tascini
(2015, 2-4 jogadores, 40-100 minutos)
[link BGG e Ludopedia]

já o elogiei o suficiente numa lista anterior e só não fica numa posição maior porque seus dois outros concorrentes são oponentes de peso.

02. Twilight Struggle, de Ananda Gupta e Jason Matthews
(2005, 2 jogadores, 180 minutos)
[link BGG e Ludopedia]

é um jogo que, apesar de sempre bem falado, não aparenta ter feito muito sucesso aqui no brasil. o que não me surpreende, visto que é um wargame (que já não é tão popular por aqui) para somente duas pessoas com partidas que podem durar mais de 4h. definitivamente, não é pra qualquer um. mas é um prato cheio para mim. foi um dos primeiro board games que comprei, mas, infelizmente, por ser difícil de colocar na mesa, não joguei tanto quanto gostaria. é um cabo de guerra (quase que literalmente, se considerarmos seu sistema de pontuação) cheio de decisões que parecem não ter tanta relevância, mas todas acabam sendo parte essencial do caminho que você tem que traçar para a vitória. e esse caminho depende diretamente do que seu oponente está fazendo, elevando o nível tático e a competitividade ao extremo. se os dois jogadores estão no mesmo patamar, cada decisão se torna ainda mais relevante e você certamente experimentará horas e horas de tensão. é o tipo de jogo que você termina com a cabeça pesada, então se isso te interessa (assim como me interessa), corra atrás desse clássico. uma curiosidade: somente em minha terceira partida eu comecei a entender de verdade como o jogo funciona, e isso me deixou tão empolgado que senti a necessidade de conversar sobre ele com outras pessoas, o que acabou me levando a idealizar esse blog. certamente, para mim, um dos melhores jogos de todos os tempos.

01. Terra Mystica, de Jens Drögemüller e Helge Ostertag
(2012, 2-5 jogadores, 60-150 minutos)
[link BGG e Ludopedia]


e, para vencer o 'twilight struggle', tinha que ser o melhor jogo de todos os tempos (na verdade, o segundo, mas somente por causa da elegância do 'dominant species'). não há muito o que falar sobre o 'terra mystica' que não tenha sido exaustivamente dito. um sistema simples e completamente aberto de seleção direta de ações, mas com um milhão de coisas acontecendo. o tipo de jogo que deixa qualquer um perdido numa primeira (e segunda e terceira) partida, mas quando você entende sua engrenagem, tudo começa a ficar mais claro e ele vira quase que um exercício de matemática: na primeira rodada você olha tudo que vai acontecer em toda a partida (todas as informações são abertas) e aí já pode traçar um caminho para a vitória e começar a calcular tudo que será necessário para seguir esse caminho sem desvios (o desafio é justamente conseguir completar esse cálculo com eficiência). e melhor: existirão desvios, devido a um certo quê de controle de área que o jogo oferece. então, durante a partida, a questão se torna saber aproveitar esses desvios e voltar para o caminho o mais rápido possível. somando-se isso ao fato de que cada facção tem poderes e habilidades completamente diferentes, você terá em mãos um verdadeiro e excelente jogo de estratégia. se você gosta de jogos pesados e não o conhece, vá atrás do 'terra mystica' urgentemente (e se jogou uma vez e se sentiu perdido, garanto que vale a pena novas tentativas, pois a sensação de começar e entendê-lo e saber joga-lo, mesmo que numa derrota, é recompensadora).

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bem, é isso. não sei se, a essa altura do ano, ainda é relevante uma lista com os melhores do ano passado, mas ficam registradas aqui minhas impressões e preferências. quem sabe ela não pode servir como uma breve retrospectiva (ao menos do ponto de vista de alguém que gosta de jogos mais pesados).

e, como sempre, fica aberto o espaço para discutirmos sobre minhas (e suas) escolhas para os melhores jogos de 2016.

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